terça-feira, 27 de junho de 2017

gorduratrans lança seu segundo disco, "paroxismos"

Foto: Lucas Santos

O duo fluminense gorduratrans lança seu segundo disco, intitulado “paroxismos”, pelo selo Balaclava Records. Com nove faixas, o registro sucede o bem recebido “repertório infindável de dolorosas piadas”, que saiu em setembro de 2015 pela extinta Bichano Records e rendeu à banda turnês extensas no Sudeste e no Nordeste.

Produzido no início de 2017, “paroxismos” apresenta faixas mais variadas que seu antecessor, divididas entre dinâmicas leves (“vejo fantasmas em seus olhos”, “quando boas lembranças se tornam torturas”) e pesadas (“problemas psicológicos se tornam físicos”, “linha tênue”, “7 segundos”), além de experimentalismos. Mais completo e plural que o álbum de estreia.

“A principal diferença para o primeiro disco é que tivemos mais tempo para produzir, absorver outras referências. Além disso, conseguimos gravar em estúdio com a grana que ganhamos com o streaming do disco. ‘Paroxismos’ é um disco mais denso, melhor estruturado, feito com mais calma”, avalia Felipe.

Formado em junho de 2015 por Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria e voz), o gorduratrans é um duo carioca de shoegaze, noise rock e noise pop com letras em português. O disco de estreia, “repertório infindável de dolorosas piadas”, ganhou destaque em vários veículos da imprensa nacional e internacional e presença em listas de melhores do ano.

O álbum “paroxismos” está disponível para streaming nas principais plataformas e em breve em formato físico.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ximbra - A Maldição Desta Cidade Cairá Sobre Nós

























Ximbra são cinco homens muito irritados em seu álbum de estreia  A Maldição Desta Cidade Cairá Sobre Nós. O disco é uma fusão torcida de punk, hardcore e a cena de música rock de Maceió (Alagoas) desde o início deste milênio. Combinando a escassez da música com um acompanhamento visual deliciosamente lofi,  a banda carrega um híbrido de punk-rock selvagem, arruinamentos e passagens ocasionais de alguma coisa muito mais restrita. São esses momentos guturais de esplendor incondicional, onde a Ximbra se transforma em uma ancora visceral descontroladamente atraente.

O disco não é, estritamente falando, um disco hardcore tradicional. Seus momentos melódicos saem das melhores músicas do Built to Spill , sua urgência catártica é lançada em bandas  como Rites of Spring e, finalmente, um senso de espírito comunal. É um registro que muda de ritmo de momentos rápidos para períodos mais reflexivos mais silenciosos com vozes gritadas / gritadas, e então, claro, o chama no rosto de novo. Não é um registro massivamente agressivo, mas você pode notar que a Ximbra está brava com algo - apenas através da entrega vocal apaixonada.

As dez músicas em destaque aqui se encaixam muito bem como um disco cheio, mas para mim "Abrir os Caminhos (Guerreiro)" é a faixa de destaque e é um excelente ponteiro / termômetro para o disco como um todo; Uma introdução lenta e tranquila que entra em uma explosão feroz de 3 minutos. Se você não tiver certeza do que esperar da banda, então sugiro que você ouça esta faixa com bastante atenção.

Para um primeiro disco, a banda criou um cenário musical atrevidamente atlético. Através das faixas, há distúrbios melódicos balançando, desenfreados, um núcleo florescente que grita e depois se retira e depois grita novamente. É emocionante; Uma viagem tempestuosa, com as janelas baixas, através de todos os tipos de clima que você gostaria de mencionar. Todas as músicas aqui quebram a barreira de dois minutos e é talvez nestes momentos de expansão que Ximbra realmente ganhou vida.

Não é tudo sobre essa profundidade deliberada, no entanto, e algumas das músicas mais curtas / mais concisas trazem uma mudança necessária de engrenagem e também apresentam sua própria sensação de alegria. Os três minutos de 'Capitalismo Antitropical' oferecem poder suficiente para fazê-lo sentir três vezes o tempo que é na realidade, enquanto a restrição lânguida de 'Às Vezes Morga' e a última faixa  'Alegria Leva Tempo' oferecem algo diferente novamente, um pouco triste, muitas vezes sombrio, ocasionalmente furioso que se espalha através de  nuvens cinzentas engolindo um dia de outra forma vibrante.

Sem filtro e sem restrições, A Maldição Desta Cidade Cairá Sobre Nós é um documento magnificamente intrínseco. Vívidos e intensos, e flamejantes, é o som da Ximbra. 



domingo, 25 de junho de 2017

Estranhos no Ninho - FERA (clipe)






















Influenciados pelo indie rock inglês (The Smiths, The Stones Roses), pela banda Os Mutantes e pela poesia marginal e beatnik, os Estranhos no Ninho, lançam Fera, seu novo single voraz e delirante, acompanhado de um clipe.  

Os versos selvagens do poeta Luís Perdiz, ganham camadas de psicodelia e intensidade com a sonoridade, ora visceral e rasgante, ora íntima e atmosférica, de Matheus Frainer (guitarra), Murilo de Lima (baixo), Bruno Gazoni (teclado) e Guilherme Arce (bateria). 

Concebida e gravada de forma espontânea e intuitiva pelos próprios integrantes do conjunto, a faixa declara que “O amor é delírio/com seus sopros sedentos/de esporos na mata esparsa”, enquanto contrastantes sensações e atmosferas são conduzidas pelo instrumental afiado e experimental.

[Lançamento] Fidell EP 2017





































Nascido em Blumenau, Santa Catarina, o músico/compositor Fidel Limas começou a mostrar suas músicas por volta de 2013 ao lado de sua banda Semínima, integrada por Guilherme Delomo e Vitor Dalferth. Com ela gravou 3 singles, "Vai embora", "Compaixão" e "Dia 10 do esquecimento".

Após um pequeno hiato, residindo em Florianópolis, lança seu primeiro trabalho solo "Fidell EP 2017", trazendo 5 canções.

Produzido de forma independente, com captação e mixagem de Christopher Scullion, o EP tem a intenção de registrar de maneira urgente as principais composições do autor antes que caiam no esquecimento. A  captação feita com o gravador cassete "Tascam 424 4-track" dá o brilho na sonoridade simples e intimista, com letras de amor e cotidiano, reforçando a sinceridade da obra.

Música folclórica e experimentalismo no EP da banda Pantaleão

























Tão incomum quanto o seu nome, a banda Pantaleão significa tudo que seu nome atrai: força, beleza, robustez. O som dos quatro músicos vai do calmo ao agitado sem assustar: blues, rock, música folclórica e experimentalismo são os ingredientes dessa mistura agridoce que ganha novos contornos com o lançamento do EP de estreia da banda, “Labirinto”.

O nome exótico veio do personagem principal do livro “Pantaleão e as Visitadouras”, escrito pelo peruano Mario Vargas Llosa. Na estória, o jovem capitão é enviado para a Floresta Amazônica, a fim de resolver um problema de abstinência sexual da tropa do exército. A narrativa moderna, que une cartas e relatos a elementos sexuais e visuais da América Latina, é uma ode à cultura, que vai ao encontro dos conceitos suscitados pela banda e apresentados nos singles “Carnaval” e na épica “Clifford Brown”.

Muito jovens e juntos há pouco tempo, André Buarque (voz e violão), Paulo Valente (saxofone, flauta e teclados), Pedro Salek (bateria e percussão) e Arthur Trucco (baixo e vocais de apoio) são maduros em suas canções, o que fica evidente no trabalho. Gravadas no estúdio Camelo Azul em dois meses, as músicas trazem um clima descontraído e fluido.

“O que nos motivou realmente a gravar as canções foi a nossa surpresa com sua qualidade. Elas têm uma força particular e falam por si só, precisávamos dar a elas o espaço que mereciam. Agora chegou a hora de entregar nossos bebês ao mundo”, revela André Buarque.

Influenciado pelas canções de Bob Dylan e Gilberto Gil, que trazem o espírito trovador em suas composições, André Buarque também busca a contação de histórias em suas letras. “Gosto de elaborar as letras até o momento em que há uma unidade, uma progressão nas palavras. Não precisa ser necessariamente um enredo, mas é importante sentir que se está passando uma mensagem”, conta André.

Mas qual a mensagem que ele deseja passar com suas letras? André Buarque diz que “a arte não se finaliza, se abandona”. Por mais difícil que seja finalizar um projeto, renunciando ao perfeccionismo natural de um músico, o jovem compositor não se priva de buscar novos passos. “A evolução está em completar uma canção e tentar fazer a próxima soar melhor ainda. Um dia de cada vez”, finaliza.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

[Lançamento] - BOREALIS: Haçienda EP





































O EP HAÇIENDA é o novo trabalho do Borealis, projeto carioca de música eletrônica instrumental ruidosa tocado (e produzido, composto, mixado etc.) por Marco Antônio Barbosa. Lançado de forma independente, o EP está à disposição para streaming e download no Bandcamp - o download é gratuito, no esquema "pague quanto quiser" (a partir de R$ 0,00). O disco também está disponível em todas as principais plataformas de streaming.

Como os trabalhos anteriores, HAÇIENDA foi produzido de forma "do-it-yourself", usando apenas um laptop como estúdio e instrumento. O EP de três faixas mostra lados bem distintos do som do Borealis:

1. "Haçienda [Amyl Nitrate Mix]" - um remix da música "Haçienda", bem ao estilo dos pioneiros do dito big beat (começo dos anos 1990, Sabres of Paradise, Chemical Brothers...). Primeira incursão explícita do Borealis na dance music.

2. "Haçienda [Original OMNIA Mix] - versão original da música que dá título ao EP. Guitarras distorcidas, sintetizadores em cascata e um groove dançante criam um clima ao mesmo tempo pop e viajante. A música será incluída em OMNIA, o terceiro álbum do Borealis, a ser lançado ainda em 2017.

3. "Haçienda [Synth Strings & Piano Version] - singelo arranjo de piano e sintetizadores para a melodia da faixa-título.

A arte do EP é uma homenagem ao estilo do designer Peter Saville, que criou capas icônicas para o selo inglês Factory. 

Borealis
Projeto musical de Marco Antônio Barbosa, que trafega pelo campo mais ruidoso da música eletrônica instrumental (drone, noise, shoegaze, krautrock). O Borealis está ativo desde 2005 e já lançou dois álbuns: BOREALIS (2015) e POST SOLIS (2016). Ambos os álbuns estão à disposição no seu Bandcamp para download ou streaming gratuitos, ou nas principais plataformas de streaming. 

Duo de dream pop aborda machismo em novo single




























Campinas, junho de 2017 – O duo de dream pop S.E.T.I., formado por Roberta Artiolli (voz e synths) e Bruno Romani (baixo, guitarra e programação) está de volta com o single “O Ilusionista”. Com nuances eletrônicas, a música trata das formas sutis assumidas pelo machismo em meio a atitudes aparentemente inofensivas.

“Parece zelo, parece preocupação, parece cuidado, mas na verdade é opressão da mulher. ‘O Ilusionista’ aponta para o machismo velado que "caras de bem" praticam o tempo todo”, diz Roberta. 

“O Ilusionista” foi gravado como parte do projeto Original's Studio da marca de roupas Levi's, que selecionou 16 bandas (oito de São Paulo e oito do Rio de Janeiro) para registrar músicas inéditas em estúdio -- uma votação pública também determinou a participação do S.E.T.I. no evento “Casa Levi’s” em São Paulo. 

A importância de “O Ilusionista”, porém, vai além do projeto. A música é também o primeiro single do próximo álbum da banda, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2017.

O último trabalho de estúdio do S.E.T.I. havia sido o EP “Êxtase” (2015), que rendeu elogios à dupla e que figurou em listas de melhores do ano. Além do espaço em sites e blogs de música, a divulgação do disco resultou em uma turnê de 33 datas por cinco estados diferentes.  

Origem
Formado em 2012, o grupo tirou seu nome da sigla em inglês para “Search for Extraterrestrial Intelligence” (busca por inteligência extraterrestre), utilizada para projetos e pesquisas sobre a vida fora da Terra. “A sigla representa bem o nosso interesse por aparatos tecnológicos e a busca por um tipo de som moderno”, diz Bruno.

Entre as influências da dupla estão Depeche Mode, A-ha, Massive Attack, Portishead, Garbage, Muse, Radiohead e Nine Inch Nails.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Maquinas em sua primeira turnê pelo sudeste

























Um ano após o lançamento do elogiado álbum “LadoTurvo, Lugares Inquietos”, o grupo Cearense maquinas anuncia sua turnê pela região sudeste do país. O quinteto formado por Allan Dias (baixo/voz), Roberto Borges (guitarra/voz), Ricardo Lins (bateria), Samuel Carvalho (guitarra/voz) e Gabriel de Sousa (Saxofone) embarca no mês de Julho para uma turnê de três semanas onde irão passar pelas regiões de São PauloMinas Gerais e Rio de Janeiro. Será a primeira turnê da banda fora do nordeste, onde já se apresentaram em algumas das principais cidades do circuito como Recife, Natal e João Pessoa.

Entre datas já agendadas e outras por confirmar, a turnê terá seu pontapé inicial em São Paulo, dia 14 de Julho, na Breve, onde também tocarão no dia os paulistas do Terno Rei, seguindo viagem para a região de Minas Gerais, onde tocarão em Belo Horizonte, na Casa do Jornalista, dia 21, e finalizando a turnê no Rio de Janeiro, com show no Audiorebel no dia 29 de Julho, junto com a banda Gorduratrans. A turnê sudeste do maquinas conta com a parceria da Mercúrio - gestão, produção e ações colaborativas.


Com quatro anos de atividade, o maquinas aos poucos chamou a atenção do público pela sua sonoridade singular, misturando diversos gêneros musicais como o rock alternativo dos anos 80 e 90, o improviso do free-jazz e atmosferas musicais de bandas do rock progressivo dos anos 70. Com dois EPs lançados, em 2016 a banda lançou o primeiro álbum “Lado Turvo, Lugares Inquietos”, rendendo diversas críticas positivas de sites nacionais e internacionais e sendo lembrado em importantes listas de melhores álbuns do ano. 

Ficha técnica
Fotos Promocionais: Taís Monteiro
Arte de Flyer: Helena Lessa

terça-feira, 20 de junho de 2017

Com disco produzido pela banda Ventre, Lutre lança disco de estreia





















Intensidade é a palavra-chave para descrever a banda goiana Lutre, com suas composições que prezam por uma delicadeza sincera e uma crueza sonora. No processo de criação de seu primeiro disco, eles se associaram a uma outra banda conhecida pelas mesmas características: a carioca Ventre. O resultado pode ser conferido no recém-lançado “Apego”, já disponível nas plataformas de música digital.

“Conhecemos a Ventre num show que fizemos juntos em março de 2016, no Complexo Estúdio (Goiânia). Logo após o show, numa conversa em volta da mesa de merchandising deles, nos convidaram pra gravar um EP em seu estúdio no Rio de Janeiro. Sem saber como reagir direito, aceitamos e logo já corremos pra ver datas em que todos pudessem estar juntos e comprar as passagens”, conta Chrisley Hernan, baixista da banda.

Ele forma a banda junto de Marcello Victor (guitarra e vocal) e Jefferson Radi (bateria). O power trio de rock alternativo surgiu em 2015 e no pouco tempo de existência, já passou por palcos importantes como o Festival Bananada e Festival Vaca Amarela em sua tour nacional. Em janeiro de 2016, lançaram seu primeiro EP e miram alto com o lançamento de “Apego”.

Pensado originalmente como um EP, o álbum traz contornos novos ao som da Lutre, com sonoridades diferentes e experimentais com a impulsividade, característica marcante nas letras da banda que falam do dia-a-dia, das relações e de como é sobreviver no caos mental ou da própria cidade.

''Apego  é um conjunto de inquietações de alguns semi adultos que vivem numa cidade caótica e bombardeada por arte em geral. Este é nosso primeiro disco e ele sem sombra de dúvidas foi a melhor experiência já vivida por cada um de nós’’, conta Chrisley.

Músico e produtor mineiro lança clipe sobre amadurecimento

Foto: Cássio Bittencourt

Os reflexos produzidos em uma esfera espelhada são o ponto de partida para a viagem de autoconhecimento de Raphael Mancini. Criador do Projeto D, ele lança o clipe para o single “Mutação”, que faz parte do disco “Somos Instantes”, lançado este ano. O vídeo foi idealizado e editado por Daniel Ekizian, da Una Produções, e reproduz em imagens a mensagem da letra da canção, que fala sobre as transformações psicológicas e físicas vividas pelos indivíduos.

“Essa foi a primeira letra do disco que saiu e foi a única que escrevi, todas as outras foram feitas pelo Diego Mancini. As pessoas mudam de opinião sobre certas coisas no decorrer da vida, assim como o corpo se transforma (pro melhor ou pra pior)”, conta Raphael. Os reflexos no globo espelhado servem como metáfora de uma pessoa que amadureceu e aprendeu a ter orgulho de suas mudanças.

Cantar sobre as transformações vividas é um modo de Raphael Mancini dar forma ao seu lado reflexivo, em uma espécie de terapia. “Algumas pessoas tentam se esconder, pois não estão satisfeitas com o que são no momento, até por alguma insegurança. Esse disco mostra bem esse meu lado introspectivo de ser. As letras não são tão explícitas e abertas, mas no geral coloco as minhas frustrações em notas musicais.”, conta Raphael.

Conhecido por sua atuação na produção de bandas independentes, Raphael Mancini traz, no currículo do Projeto D, o  disco "Degradê" (2006), o EP "2 semanas" (2015), e "Somos Instantes" (2017), que contou com a participação dos músicos Felipe Menhem, Cauê Abrão e Cássio Bittencourt em 2 faixas, além das composições de Diego Mancini, da banda mineira Lobos de Calla. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lo-fi e indie rock: conheça o projeto CatVids, de Pedro Spadoni

Divulgação

Cat Vids é o projeto solo do músico paulistano Pedro Spadoni. Iniciado em 2017 com o EP “Radical”, o trabalho traz cinco músicas, já disponíveis nas plataformas de streaming.

Inspirado por diferentes vertentes do indie, o projeto carrega referências que vão desde o rock alternativo de Modern Baseball e Ovlov até o lo-fi de Good Morning e Elliot Smith, além de elementos de britpop. Segundo o músico, seu EP de estreia foi composto de maneira despretensiosa, como parte de sua filosofia “do-it-yourself”.

“Esse projeto é o meu primeiro solo, em que eu fiz tudo mesmo. Eu estava com as músicas na mão e deu vontade de gravar. Foi meio que acontecendo. Gravei as demos em casa e gostei, decidi apresentar pro Paulinho (Senoni), que gostou e me ajudou com a produção no estúdio. Mas há elementos gravados em casa, como as linhas de violão. Em ‘People’, por exemplo, gravei violões no banheiro de casa", conta o músico.

Sobre as composições, devaneia: "No geral, escrevo porque isso me ajuda a entender o que eu estou sentindo, e as músicas desse EP falam basicamente de relacionamentos. As letras de ‘Radical’ são bem íntimas, mas universais, já que somos todos humanos e passamos por experiências parecidas. A gente fica o tempo todo querendo se distinguir, mas somos muito mais parecidos do que achamos” reflete Pedro.

Produzido e mixado por Paulo Senoni, o projeto contou com a participação de Aécio de Souza (Gravação/Estúdio Aurora), Fernando Sanches (Masterização/El Rocha), Arthur D’Araújo (Arte) e Lud Lower (fotografias).

sábado, 17 de junho de 2017

The Upperground lança single com lyric video sobre política, poder e manipulação

Crédito: Lud Lower

A situação política no Brasil está polarizada e - mais do que nunca - faz parte do cotidiano do cidadão. O atual cenário é prato cheio para incentivar a população a discutir formas de melhorar o país.  A banda The Upperground, de São Paulo, fala sobre o assunto no hardcore nervoso da faixa “Voiceless”, que acaba de ganhar lyric video, desenvolvido por Thiago Vignoto e Gabriela Alonso, da Vig Filmes.

A música foi escolhida por tratar de alguns temas que estão em voga no momento, como ganância, poder, manipulação, e uma população que aguenta calada os absurdos e abusos. “Entendemos que a letra é um alerta sobre o cenário atual e que a solução está em nossas mãos, na união”, conta o baterista Johnny Vignoto.

O visual do vídeo surgiu a partir da ideia de misturar vários pontos de vista, do individual ao coletivo, do caos ao regular, do bonito ao feio. De acordo com Johnny, a intenção é de caos organizado, fazendo referência à manipulação retratada na música.

“O cenário atual pede que a essência do hardcore seja resgatada. Ir contra o sistema são temáticas que fazem parte da origem e essência do rock, muito mais latentes no punk e no HC. Achamos que o hardcore não é apenas um estilo de música, é também cultura e estilo de vida”, finaliza.

Com apenas um disco de estúdio, o The Upperground movimenta o cenário independente. As canções do primeiro álbum, “First Floor” (2015), tornaram-se representantes de uma nova geração underground que injeta novo fôlego na cena. A banda é formada por Pedro Spadoni (voz), Ivisen Lourenço (guitarra), Danilo Pirola (guitarra), André Spadoni (baixo) e Johnny Vignoto (bateria).































Empoderamento feminino é o tema do disco de estreia de Laura Petit

Crédito: Rosano Mauro Jr

Da dança para o violão. Do violão para os palcos. E com a experiência dos palcos, um álbum nasceu. “Monstera deliciosa” é o maduro disco de estreia da cantora Laura Petit, uma bailarina que une corpo e música em suas composições. Muito mais do que uma declaração de força, as 10 faixas deste primeiro trabalho revelam uma mulher que se descobriu livre. O álbum foi gravado no estúdio RockIt!, no Rio de Janeiro, e a produção é compartilhada entre Felipe Fernandes, Eduardo Manso e Estevão Casé. O disco encontra-se disponível nas principais plataformas de música digital.

Desconstruindo a MPB com influências que vão do indie noventista até canções de cabaré, Laura discursa sobre amores e desejos em 10 faixas inéditas, além de uma versão de “Tarado” (Caetano Veloso e Jorge Mautner). O enigmático título do disco, “Monstera Deliciosa”, vem do nome científico da planta Costela de Adão. O nome cria uma dualidade curiosa entre a irônica referência bíblica que Laura canta em uma das faixas (“Nem adianta oferecer maçã, quero temperada essa costela de Adão”) com a ideia de uma monstruosidade deliciosa que seria responsabilidade da mulher.

“Penso que a mulher eu lírico do disco é livre e isso assusta. Acho que ela nem sempre foi livre, mas se sente assim agora. Isso reflete na maneira como reage diante da alegria e da melancolia. Ela gosta de estar só e isso não significa que despreza companhia”, explica Laura.

Como um crescendo, a cada canção o feminino se desenvolve e expande os seus horizontes. Em “Al Dente”, a melancolia engole a personagem, caminhando em direção à morte. Na faixa “Quando à noite”, ela renasce das cinzas, mostrando que mudar é preciso e que a dor faz parte da transição. Na música “Bicho”, o lado animalesco que é tão comumente reprimido na mulher se torna explícito na interpretação de Laura. A melodia traz a participação de Rafael Rocha, que representa junto da cantora os bichos da música.

A melancolia volta a aparecer em "Hotel Solitude", que traz um clima bucólico cinematográfico. Os sintetizadores dão o tom da faixa, que mostra uma mulher que se reconhece como dona da situação. A música seguinte é "Tarado", uma regravação da canção de Mautner e Caetano, do disco "Eu não peço desculpas" (2002). A ironia, que é presente em todas as faixas do álbum, se torna um grito em "Sujo". A crescente da personagem volta a surgir em "Engole-me". Repleta de camadas, a música traz uma poesia amarga, romântica e sensual.

O single "Compressa" é a primeira composição de Laura em parceria com Raquel Dimantas. As linhas de baixo guiam a narrativa geométrica apresentada na letra considerada pela cantora a mais forte das músicas. Com duas histórias emaranhadas, não há como saber se é a mulher ou a máquina que protagoniza o conto. A penúltima faixa do álbum, "Paraíso Menu", revela o lado sombrio da mulher comum. O título do álbum surgiu da letra desta faixa. Fechando o disco, "Pimenteira" é sobre infância, sobre uma atmosfera cinematográfica, beirando o western, "com um pitada de Tarantino", descreve Laura.

Nascida em Brasília e criada em Curitiba, Petit traz, aos 23 anos, uma bagagem artística invejável. Bailarina da infância até a adolescência, ela utiliza a linguagem corporal da dança para evoluir sua música. Aos 19 anos, lançou o EP “Onde o Vento Faz a Curva” e em 2015, lotava o Teatro do Paiol, um dos principais da capital paranaense, com a tour do segundo EP “Manacá Dente Saudade”. De lá pra cá, Laura acumulou experiência de estrada e conheceu a equipe que trabalhou no álbum.

“Algumas coisas mudaram. Alguns anos a mais fizeram diferença, considerando que comecei a escrever muito nova. Sinto que não tenho mais vergonhas e isso facilitou muito a composição do álbum. Foi um alívio escrever o disco. Não era um plano falar sobre o feminino. Quando ouvi o disco pronto, percebi que tinha um álbum inteiro extremamente feminino. Ele saiu de mim sem eu perceber”, finaliza Laura.

“Monstera Deliciosa” já está disponível para audição nos principais meios de música digital e a turnê nacional do álbum será anunciada em breve.

Unindo o indie e o house, Phunktronick lança single de estreia

























O DJ e produtor carioca Phunktronick mostra a sua verve pop inspirada pelo indie e pelo house no novo single “Hold U”, que chega às plataformas de streaming na forma de um EP. O compacto traz duas faixas, ambas com a voz marcante de Aline. O lançamento inaugura uma série de novidades já planejadas, sempre unindo a canção a um remix voltado para rádios ou para as pistas dos clubs.

Embora os beats ecoem a house, “Hold U” surgiu como uma canção acústica, composta apenas ao piano. Com a melodia finalizada, a música foi ganhando forma quando a voz de Aline, que também é atriz (e filha do bailarino Jaime Arroxa), entrou na equação. O resultado é um single que explora vibrações diferentes, indo de momentos melódicos com destaque para o vocal e a letra, à euforia das batidas somadas à guitarra.

“Hold U é o primeiro single do Phunktronick e mostra parte da identidade sonora que eu venho construindo durantes esses anos. Depois de passar pelas principais pistas de rock alternativo do RJ, pude sentir moods e experimentar diversos timbres. Hold U é o começo de uma série de singles que vou lançar ainda esse ano. Sempre uma versão ‘Original Mix’ com guitarras e samplers de bateria acústica acompanhadas de um remix, que pode ser Electro-House, Dubstep, Techno ou Garage”, adianta o produtor.

Embora este seja o primeiro single, o Phunktronick é nome conhecido na noite carioca. O projeto do DJ e produtor deixa de lado os estereótipos da cena eletrônica para criar uma sonoridade única. A inspiração vem da house music dos anos 70, passando do vinil ao MP3 em 126bpm, com kick em todas as marcações 4/4. Nomes como Justice, Daft Punk, Boss in Drama, Earth, Wind & Fire, Nile Rodgers, Donna Summer, Chemical Brothers e M83 mostram a variedade de suas influências. Phunktronick é french-house, electro garage, indie dance, french-touch, deep house, dance e nu-disco, todos em um.

Mais que música para dançar, o projeto se propõe a criar canções que exploram linhas melódicas irresistíveis e ficam na memória. É o caso de “Hold U” e dos próximos singles já programados, sempre pensados com o acompanhamento de um vocal convidado. Este lançamento sucede o remix de “Bizarre Love Triangle”, do New Order, também com a participação de Aline (ouça aqui).

Phunktronick assina a composição de “Hold U”, todos os instrumentos a mixagem. Já a masterização é de Pedro Paulo Monnerat.

“Às Vezes Eles Voltam”: o retorno da Lobos de Calla ao cenário independente

Crédito: Flávio Charchar

A cena independente brasileira é movimentada com artistas que transformam a música nacional em um reduto do talento. Não obstante, a cidade de Belo Horizonte (MG) apresenta mais um grupo para acender a chama do rock na capital mineira. Depois de um hiato de três anos, a Lobos de Calla está de volta ao cenário, lançando o disco inédito “Às Vezes Eles Voltam” – já disponível nas principais plataformas digitais de música.

Composta por Eduardo Ladeira (guitarra e vocais), Bernardo Silvino (baixo) e Diego Mancini (bateria), a Lobos de Calla mostra um rock de várias vertentes, sem rótulo específico. A sonoridade é marcada pela diversidade, somando as variadas influências de cada integrante. A banda trilha o seu caminho em busca de apresentar um som único, com o objetivo de trazer de volta os tempos áureos do rock nacional.

Formado em 2010, o power trio lançou no mesmo ano o primeiro disco “Querozene”, para em seguida divulgar o segundo álbum “Cores e Nuvens” (2011). O resultado foi uma sequência de shows importantes, dividindo o palco com nomes como Lulu Santos, Capital Inicial, Tianastácia, Nasi e Uns e Outros; além da indicação da canção “Trilhar” para o Prêmio de Música Minas Gerais. No ano de 2013, a banda pausou as atividades para futuros projetos dos componentes, no entanto a saudade foi mais forte. Para o vocalista Eduardo Ladeira, isso se deve à ideia de que, independente de uma grande exposição repentina, a arte pode ser descoberta pelo público com o tempo.

“Durante o período de hiato, percebemos pessoas descobrindo a banda por meio da internet, e isso nos levou a querer fazer algo a mais. Acreditávamos ser necessário um trabalho definitivo, bem escrito, bem arranjado, bem produzido. Precisávamos deixar como legado da banda um disco profissional, que contivesse todo o potencial. Independente dos trabalhos musicais paralelos, a Lobos de Calla precisava dar o seu recado definitivo”, revela ele.

O resultado é o novo álbum “Às Vezes Eles Voltam”. Eclético, o disco viaja nas raízes da banda e mescla as influências musicais dos integrantes. É notória a referência a estilos e movimentos musicais diversos, como o rock nacional dos anos 90, o rock britânico dos anos 60, o punk rock e até mesmo elementos do rock progressivo. Segundo o baixista Bernardo Silvino, o momento que passaram distantes serviu para aprimorar ainda mais o som:

“Foi um período de amadurecimento muito grande. Voltamos com uma outra mentalidade para encarar a coisa. Dar o nosso melhor para a música e todos os outros elementos que são necessários para o projeto…”, diz o músico.

Da mesma forma, a entrada do multi-instrumentista Diego Mancini no conjunto exibe entusiasmo. O músico traz empolgação e otimismo na nova fase do trio mineiro. “O disco novo tem muito da pegada do anterior, mas ter uma pessoa diferente na banda levou o trabalho numa outra direção”, reflete o baterista.

O título do registro – assim como o da banda – é inspirado em uma obra do autor norte-americano Stephen King. O álbum e sua arte gráfica trazem uma pegada de humor e adota a linha de horror zine. Fãs do gênero, os músicos utilizam o parâmetro com o terror para ficar ainda mais envolvidos com o trabalho como um todo. A ideia é explorar o horror esdrúxulo dos anos 80, algo que é feito mais para divertir do que para assustar, por isso, o conceito de zumbis como caricaturas da banda.

Toda a elaboração da capa e o cuidado na produção das faixas demonstra que o grupo tem a percepção de que o mercado musical é cíclico, ou seja, que os gêneros vão anexando influências e se misturando; acompanhando as mudanças do mundo e descobrindo novas fronteiras e desafios - mesmo ainda existindo a essência.

“Por isso, o rock perdura ao longo de décadas, sobrevivendo às mais diversas revoluções culturais. A música deve ir além do entretenimento; música é cultura, e cultura é, ou deveria ser, educação. Trazer arte ao dia a dia do povo é ajudar no enriquecimento e desenvolvimento do país. O rock, gênero musical que representa o questionamento, a insatisfação com o status quo imposto, a união em prol dos interesses sociais, a paz, a valorização do ser humano e a propagação do amor entre as pessoas são essenciais nesse cenário”, articula Eduardo.

A dedicação e a nova fase da banda expõe a vontade dos integrantes para voos mais altos. Com o lançamento de “Às Vezes Eles Voltam”, o grupo já estuda uma possível turnê nas principais cidades do Brasil, levando o trabalho para o maior número de pessoas possíveis e subindo em diversos palcos do país. O lema é trabalhar e se divertir no processo, viver o momento e toda a plenitude, com amizade e música, recheada de pequenos e grandes momentos que façam todo o esforço valer a pena.

"PsicoDisco" marca estreia de mesclas rítmicas da Clangendum






















MPB encontra o rock em uma mistura psicodélica de estilos, com passeios pela música regional e ritmos africanos: Esse é o álbum de estreia da banda niteroiense Clangendum. Intitulado “PsicoDisco” e produzido pela própria banda junto de Julio Alecrim, o trabalho traz uma poesia própria e uma ambição ousada: criar um debut conceitual, com canções que possuem vida própria ao serem ouvidas individualmente, mas que foram concebidas e estruturadas para formar um universo único.

“Queríamos fazer um contraponto ao modo de se consumir música atualmente, uma ‘era do shuffle’, pode-se assim dizer, trazendo de volta uma perspectiva de tempos passados onde ouvia-se um disco inteiro e em ordem cronológica, com extrema coesão, quase como uma história contada. E assim foi feito no PsicoDisco”, conta o vocalista e guitarrista Breno Gouvêa.

O nome da banda vem do latim e significa som. O puro e simples som é a busca de Breno junto de Rama (guitarra), Caio Daher (percussão, gaita e voz), Erlim Bittencourt (baixo) e Pedro Donzeles (bateria) desde o primeiro registro da banda, em 2014, com o single “Colapso”. No ano passado, quando a Clangendum lançou no seu canal do YouTube um show ao vivo gravado na Toca do Bandido, a maturidade e a evolução da banda eram sensíveis e, com ela, veio a necessidade de dar um passo maior. Foi nesse trabalho que a banda iniciou uma parceria com o produtor Julio Alecrim, responsável pela mixagem e masterização e da co-produção do disco de estreia.

“O processo desse álbum tem início pela necessidade da banda de lançar seu primeiro trabalho de estúdio, onde pudesse mostrar sua personalidade. As influências de qualquer banda são abrangentes demais, exatamente por se tratar de uma reunião de pessoas com influências diversas. O caminho foi pinçar essas diversas características pessoais e transformar em uma coisa homogênea com o passar do tempo, para que a Clangendum tivesse uma sonoridade e estilo próprios, o que não significa restringir-se a um determinado nicho”, continua Breno.

É o que prova o “PsicoDisco”. O álbum abre com “O Santo II”, curiosamente a primeira música a ser composta pelos parceiros Breno e Rama como Clangendum, retomando a colaboração dos tempos de colégio em Minas Gerais. Nada mais justo que abrir o trabalho com o embrião desse projeto, que reúne os músicos em uma nova maturidade sonora. A versão final da canção, apresentada no álbum, é produto de muitos arranjos desenvolvidos ao longo dos anos e conta com a densa e impactante participação do rapper niteroiense LoSau. Já “Lucina” foi o primeiro gostinho do “PsicoDisco”, lançada como um clipe em timelapse que apresentava o alcance pop da banda, sem abrir mão de seu som único. A composição já nasceu com cara de single e foi a escolhida pelo grupo para apresentar seu novo trabalho ao público.

“6AM” já entrega no título que é um produto da madrugada. Composta pelo vocalista após retornar de uma noite na rua, a canção aproveita a gravação bruta do primeiro rascunho da música, feita apenas com o uso do celular, para retomar a origem da canção. “Cafifa” é direta ao ponto: concebida com apenas dois acordes como um exercício criativo, a canção é embalada pelas variações vocais. O arranjo é novo, diferente do apresentado no “Saindo da Toca”, registro ao vivo feito na Toca do Bandido. Lucas Ghetti, primo do vocalista e também músico e fotógrafo, marca presença como convidado especial.

Tomando um novo rumo lírico, “Madrugou” é carregada de peso emocional. A faixa foi escrita em pouco tempo, como homenagem à avó de Breno, com quem o vocalista tinha uma forte ligação. A despedida após seu falecimento inspirou esse adeus musical, ao mesmo tempo em que se tornou um dos destaques do trabalho da Clangendum. Por isso, foi o single do compacto ao vivo. Enquanto isso, “Chão do Rio” veio trazer frescor ao repertório. A composição entrou para o disco poucas horas antes da escolha final das faixas. A pré-produção inspirou o formato final da canção, que conta com castanholas de Roberto Ghetti, tio de Breno, e o contraste com a voz doce da cantora Yug Wenerck.

Sem perder contato com as raízes, a Clangendum resgata “Colapso”, primeira de suas gravações em estúdio. O significado da canção não se perde no novo arranjo, marcado pela união que juntou os cinco membros da atual formação. “Contramão” faz um contraponto entre realidade e esperança, traduzindo o conceito do “PsicoDisco” em sua letra, a última do álbum. Por fim, “O Santo I” encerra instrumentalmente o trabalho, servindo de introdução à primeira música. Se por um lado “O Santo II” é a continuação dessa cronologia, a inversão na tracklist deixa clara a intenção da banda: “O disco é um grande loop, assim como a rotina e o cotidiano urbano brasileiro: não tem fim e nem começo, a não ser como convenção”, explica Breno.

Para representar todas essas nuances, a arte de capa também brinca com inversos. Na fotografia, um homem bem vestido é o engraxate de um garoto e provoca o estranhamento e a reflexão. Essa poética social marca a estreia da Clangendum, que canta crônicas urbanas no “PsicoDisco”, já disponível nas principais plataformas de música digital.

Ficha técnica:

Breno Gouvêa: Voz e Guitarra

Caio Daher: Percussão, Gaita e Voz
Erlim Bittencourt: Baixo
Pedro Donzeles: Bateria
Rama:  Guitarra
Julio Alecrim: Teclas em "O Santo II", "Colapso" e "Contramão"
Roberto Ghetti: Castanholas em "Chão Do Rio"
Participações Especiais:
LoSau em "O Satnto II"
Yug Werneck em "Chão do Rio"
Lucas Ghetti em "Cafifa"

Produzido por: Clangendum e Julio Alecrim
Edição de áudio e Mixagem: Júlio Alecrim
Masterização: Vinicius Fraga

Direção de Arte: Lucas Gouvêa, Lucas Ghetti e Breno Gouvêa
Projeto Gráfico: Gabriel Bittencourt e Rafael Ottero
Fotografia: Lucas Ghetti
Direção de Fotografia: Lucas Ghetti e Breno Gouvêa
Edição de Fotografia: Lucas Ghetti e Gabriel Bittencourt

Compositores:
"O Santo II": Breno Gouvêa e Rama
"Boi de Haxixe": Zeca Baleiro
"Lucina": Breno Gouvêa e Rama
"6AM": Breno Gouvêa
"Cafifa": Breno Gouvêa
"Madrugou": Breno Gouvêa
"Chão do Rio": Breno Gouvêa
"Colapso": Breno Gouvêa e Caio Daher
"Contramão": Breno Gouvêa e Rama
"O Santo I": Breno Gouvêa, Caio Daher, Erlim Bittencourt, Pedro Donzeles, Rama e Julio Alecrim

Arte de capa:
 Fotografia: Lucas Ghetti
Edição de Fotografia: Lucas Ghetti e Gabriel Bittencourt
Atores: Raphael Cassou e Thiago Rosa
Projeto Gráfico: Gabriel Bittencourt e Rafael Ottero
Direção: Lucas Gouvêa