terça-feira, 20 de junho de 2017

Com disco produzido pela banda Ventre, Lutre lança disco de estreia





















Intensidade é a palavra-chave para descrever a banda goiana Lutre, com suas composições que prezam por uma delicadeza sincera e uma crueza sonora. No processo de criação de seu primeiro disco, eles se associaram a uma outra banda conhecida pelas mesmas características: a carioca Ventre. O resultado pode ser conferido no recém-lançado “Apego”, já disponível nas plataformas de música digital.

“Conhecemos a Ventre num show que fizemos juntos em março de 2016, no Complexo Estúdio (Goiânia). Logo após o show, numa conversa em volta da mesa de merchandising deles, nos convidaram pra gravar um EP em seu estúdio no Rio de Janeiro. Sem saber como reagir direito, aceitamos e logo já corremos pra ver datas em que todos pudessem estar juntos e comprar as passagens”, conta Chrisley Hernan, baixista da banda.

Ele forma a banda junto de Marcello Victor (guitarra e vocal) e Jefferson Radi (bateria). O power trio de rock alternativo surgiu em 2015 e no pouco tempo de existência, já passou por palcos importantes como o Festival Bananada e Festival Vaca Amarela em sua tour nacional. Em janeiro de 2016, lançaram seu primeiro EP e miram alto com o lançamento de “Apego”.

Pensado originalmente como um EP, o álbum traz contornos novos ao som da Lutre, com sonoridades diferentes e experimentais com a impulsividade, característica marcante nas letras da banda que falam do dia-a-dia, das relações e de como é sobreviver no caos mental ou da própria cidade.

''Apego  é um conjunto de inquietações de alguns semi adultos que vivem numa cidade caótica e bombardeada por arte em geral. Este é nosso primeiro disco e ele sem sombra de dúvidas foi a melhor experiência já vivida por cada um de nós’’, conta Chrisley.

Músico e produtor mineiro lança clipe sobre amadurecimento

Foto: Cássio Bittencourt

Os reflexos produzidos em uma esfera espelhada são o ponto de partida para a viagem de autoconhecimento de Raphael Mancini. Criador do Projeto D, ele lança o clipe para o single “Mutação”, que faz parte do disco “Somos Instantes”, lançado este ano. O vídeo foi idealizado e editado por Daniel Ekizian, da Una Produções, e reproduz em imagens a mensagem da letra da canção, que fala sobre as transformações psicológicas e físicas vividas pelos indivíduos.

“Essa foi a primeira letra do disco que saiu e foi a única que escrevi, todas as outras foram feitas pelo Diego Mancini. As pessoas mudam de opinião sobre certas coisas no decorrer da vida, assim como o corpo se transforma (pro melhor ou pra pior)”, conta Raphael. Os reflexos no globo espelhado servem como metáfora de uma pessoa que amadureceu e aprendeu a ter orgulho de suas mudanças.

Cantar sobre as transformações vividas é um modo de Raphael Mancini dar forma ao seu lado reflexivo, em uma espécie de terapia. “Algumas pessoas tentam se esconder, pois não estão satisfeitas com o que são no momento, até por alguma insegurança. Esse disco mostra bem esse meu lado introspectivo de ser. As letras não são tão explícitas e abertas, mas no geral coloco as minhas frustrações em notas musicais.”, conta Raphael.

Conhecido por sua atuação na produção de bandas independentes, Raphael Mancini traz, no currículo do Projeto D, o  disco "Degradê" (2006), o EP "2 semanas" (2015), e "Somos Instantes" (2017), que contou com a participação dos músicos Felipe Menhem, Cauê Abrão e Cássio Bittencourt em 2 faixas, além das composições de Diego Mancini, da banda mineira Lobos de Calla. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lo-fi e indie rock: conheça o projeto CatVids, de Pedro Spadoni

Divulgação

Cat Vids é o projeto solo do músico paulistano Pedro Spadoni. Iniciado em 2017 com o EP “Radical”, o trabalho traz cinco músicas, já disponíveis nas plataformas de streaming.

Inspirado por diferentes vertentes do indie, o projeto carrega referências que vão desde o rock alternativo de Modern Baseball e Ovlov até o lo-fi de Good Morning e Elliot Smith, além de elementos de britpop. Segundo o músico, seu EP de estreia foi composto de maneira despretensiosa, como parte de sua filosofia “do-it-yourself”.

“Esse projeto é o meu primeiro solo, em que eu fiz tudo mesmo. Eu estava com as músicas na mão e deu vontade de gravar. Foi meio que acontecendo. Gravei as demos em casa e gostei, decidi apresentar pro Paulinho (Senoni), que gostou e me ajudou com a produção no estúdio. Mas há elementos gravados em casa, como as linhas de violão. Em ‘People’, por exemplo, gravei violões no banheiro de casa", conta o músico.

Sobre as composições, devaneia: "No geral, escrevo porque isso me ajuda a entender o que eu estou sentindo, e as músicas desse EP falam basicamente de relacionamentos. As letras de ‘Radical’ são bem íntimas, mas universais, já que somos todos humanos e passamos por experiências parecidas. A gente fica o tempo todo querendo se distinguir, mas somos muito mais parecidos do que achamos” reflete Pedro.

Produzido e mixado por Paulo Senoni, o projeto contou com a participação de Aécio de Souza (Gravação/Estúdio Aurora), Fernando Sanches (Masterização/El Rocha), Arthur D’Araújo (Arte) e Lud Lower (fotografias).

sábado, 17 de junho de 2017

The Upperground lança single com lyric video sobre política, poder e manipulação

Crédito: Lud Lower

A situação política no Brasil está polarizada e - mais do que nunca - faz parte do cotidiano do cidadão. O atual cenário é prato cheio para incentivar a população a discutir formas de melhorar o país.  A banda The Upperground, de São Paulo, fala sobre o assunto no hardcore nervoso da faixa “Voiceless”, que acaba de ganhar lyric video, desenvolvido por Thiago Vignoto e Gabriela Alonso, da Vig Filmes.

A música foi escolhida por tratar de alguns temas que estão em voga no momento, como ganância, poder, manipulação, e uma população que aguenta calada os absurdos e abusos. “Entendemos que a letra é um alerta sobre o cenário atual e que a solução está em nossas mãos, na união”, conta o baterista Johnny Vignoto.

O visual do vídeo surgiu a partir da ideia de misturar vários pontos de vista, do individual ao coletivo, do caos ao regular, do bonito ao feio. De acordo com Johnny, a intenção é de caos organizado, fazendo referência à manipulação retratada na música.

“O cenário atual pede que a essência do hardcore seja resgatada. Ir contra o sistema são temáticas que fazem parte da origem e essência do rock, muito mais latentes no punk e no HC. Achamos que o hardcore não é apenas um estilo de música, é também cultura e estilo de vida”, finaliza.

Com apenas um disco de estúdio, o The Upperground movimenta o cenário independente. As canções do primeiro álbum, “First Floor” (2015), tornaram-se representantes de uma nova geração underground que injeta novo fôlego na cena. A banda é formada por Pedro Spadoni (voz), Ivisen Lourenço (guitarra), Danilo Pirola (guitarra), André Spadoni (baixo) e Johnny Vignoto (bateria).































Empoderamento feminino é o tema do disco de estreia de Laura Petit

Crédito: Rosano Mauro Jr

Da dança para o violão. Do violão para os palcos. E com a experiência dos palcos, um álbum nasceu. “Monstera deliciosa” é o maduro disco de estreia da cantora Laura Petit, uma bailarina que une corpo e música em suas composições. Muito mais do que uma declaração de força, as 10 faixas deste primeiro trabalho revelam uma mulher que se descobriu livre. O álbum foi gravado no estúdio RockIt!, no Rio de Janeiro, e a produção é compartilhada entre Felipe Fernandes, Eduardo Manso e Estevão Casé. O disco encontra-se disponível nas principais plataformas de música digital.

Desconstruindo a MPB com influências que vão do indie noventista até canções de cabaré, Laura discursa sobre amores e desejos em 10 faixas inéditas, além de uma versão de “Tarado” (Caetano Veloso e Jorge Mautner). O enigmático título do disco, “Monstera Deliciosa”, vem do nome científico da planta Costela de Adão. O nome cria uma dualidade curiosa entre a irônica referência bíblica que Laura canta em uma das faixas (“Nem adianta oferecer maçã, quero temperada essa costela de Adão”) com a ideia de uma monstruosidade deliciosa que seria responsabilidade da mulher.

“Penso que a mulher eu lírico do disco é livre e isso assusta. Acho que ela nem sempre foi livre, mas se sente assim agora. Isso reflete na maneira como reage diante da alegria e da melancolia. Ela gosta de estar só e isso não significa que despreza companhia”, explica Laura.

Como um crescendo, a cada canção o feminino se desenvolve e expande os seus horizontes. Em “Al Dente”, a melancolia engole a personagem, caminhando em direção à morte. Na faixa “Quando à noite”, ela renasce das cinzas, mostrando que mudar é preciso e que a dor faz parte da transição. Na música “Bicho”, o lado animalesco que é tão comumente reprimido na mulher se torna explícito na interpretação de Laura. A melodia traz a participação de Rafael Rocha, que representa junto da cantora os bichos da música.

A melancolia volta a aparecer em "Hotel Solitude", que traz um clima bucólico cinematográfico. Os sintetizadores dão o tom da faixa, que mostra uma mulher que se reconhece como dona da situação. A música seguinte é "Tarado", uma regravação da canção de Mautner e Caetano, do disco "Eu não peço desculpas" (2002). A ironia, que é presente em todas as faixas do álbum, se torna um grito em "Sujo". A crescente da personagem volta a surgir em "Engole-me". Repleta de camadas, a música traz uma poesia amarga, romântica e sensual.

O single "Compressa" é a primeira composição de Laura em parceria com Raquel Dimantas. As linhas de baixo guiam a narrativa geométrica apresentada na letra considerada pela cantora a mais forte das músicas. Com duas histórias emaranhadas, não há como saber se é a mulher ou a máquina que protagoniza o conto. A penúltima faixa do álbum, "Paraíso Menu", revela o lado sombrio da mulher comum. O título do álbum surgiu da letra desta faixa. Fechando o disco, "Pimenteira" é sobre infância, sobre uma atmosfera cinematográfica, beirando o western, "com um pitada de Tarantino", descreve Laura.

Nascida em Brasília e criada em Curitiba, Petit traz, aos 23 anos, uma bagagem artística invejável. Bailarina da infância até a adolescência, ela utiliza a linguagem corporal da dança para evoluir sua música. Aos 19 anos, lançou o EP “Onde o Vento Faz a Curva” e em 2015, lotava o Teatro do Paiol, um dos principais da capital paranaense, com a tour do segundo EP “Manacá Dente Saudade”. De lá pra cá, Laura acumulou experiência de estrada e conheceu a equipe que trabalhou no álbum.

“Algumas coisas mudaram. Alguns anos a mais fizeram diferença, considerando que comecei a escrever muito nova. Sinto que não tenho mais vergonhas e isso facilitou muito a composição do álbum. Foi um alívio escrever o disco. Não era um plano falar sobre o feminino. Quando ouvi o disco pronto, percebi que tinha um álbum inteiro extremamente feminino. Ele saiu de mim sem eu perceber”, finaliza Laura.

“Monstera Deliciosa” já está disponível para audição nos principais meios de música digital e a turnê nacional do álbum será anunciada em breve.

Unindo o indie e o house, Phunktronick lança single de estreia

























O DJ e produtor carioca Phunktronick mostra a sua verve pop inspirada pelo indie e pelo house no novo single “Hold U”, que chega às plataformas de streaming na forma de um EP. O compacto traz duas faixas, ambas com a voz marcante de Aline. O lançamento inaugura uma série de novidades já planejadas, sempre unindo a canção a um remix voltado para rádios ou para as pistas dos clubs.

Embora os beats ecoem a house, “Hold U” surgiu como uma canção acústica, composta apenas ao piano. Com a melodia finalizada, a música foi ganhando forma quando a voz de Aline, que também é atriz (e filha do bailarino Jaime Arroxa), entrou na equação. O resultado é um single que explora vibrações diferentes, indo de momentos melódicos com destaque para o vocal e a letra, à euforia das batidas somadas à guitarra.

“Hold U é o primeiro single do Phunktronick e mostra parte da identidade sonora que eu venho construindo durantes esses anos. Depois de passar pelas principais pistas de rock alternativo do RJ, pude sentir moods e experimentar diversos timbres. Hold U é o começo de uma série de singles que vou lançar ainda esse ano. Sempre uma versão ‘Original Mix’ com guitarras e samplers de bateria acústica acompanhadas de um remix, que pode ser Electro-House, Dubstep, Techno ou Garage”, adianta o produtor.

Embora este seja o primeiro single, o Phunktronick é nome conhecido na noite carioca. O projeto do DJ e produtor deixa de lado os estereótipos da cena eletrônica para criar uma sonoridade única. A inspiração vem da house music dos anos 70, passando do vinil ao MP3 em 126bpm, com kick em todas as marcações 4/4. Nomes como Justice, Daft Punk, Boss in Drama, Earth, Wind & Fire, Nile Rodgers, Donna Summer, Chemical Brothers e M83 mostram a variedade de suas influências. Phunktronick é french-house, electro garage, indie dance, french-touch, deep house, dance e nu-disco, todos em um.

Mais que música para dançar, o projeto se propõe a criar canções que exploram linhas melódicas irresistíveis e ficam na memória. É o caso de “Hold U” e dos próximos singles já programados, sempre pensados com o acompanhamento de um vocal convidado. Este lançamento sucede o remix de “Bizarre Love Triangle”, do New Order, também com a participação de Aline (ouça aqui).

Phunktronick assina a composição de “Hold U”, todos os instrumentos a mixagem. Já a masterização é de Pedro Paulo Monnerat.

“Às Vezes Eles Voltam”: o retorno da Lobos de Calla ao cenário independente

Crédito: Flávio Charchar

A cena independente brasileira é movimentada com artistas que transformam a música nacional em um reduto do talento. Não obstante, a cidade de Belo Horizonte (MG) apresenta mais um grupo para acender a chama do rock na capital mineira. Depois de um hiato de três anos, a Lobos de Calla está de volta ao cenário, lançando o disco inédito “Às Vezes Eles Voltam” – já disponível nas principais plataformas digitais de música.

Composta por Eduardo Ladeira (guitarra e vocais), Bernardo Silvino (baixo) e Diego Mancini (bateria), a Lobos de Calla mostra um rock de várias vertentes, sem rótulo específico. A sonoridade é marcada pela diversidade, somando as variadas influências de cada integrante. A banda trilha o seu caminho em busca de apresentar um som único, com o objetivo de trazer de volta os tempos áureos do rock nacional.

Formado em 2010, o power trio lançou no mesmo ano o primeiro disco “Querozene”, para em seguida divulgar o segundo álbum “Cores e Nuvens” (2011). O resultado foi uma sequência de shows importantes, dividindo o palco com nomes como Lulu Santos, Capital Inicial, Tianastácia, Nasi e Uns e Outros; além da indicação da canção “Trilhar” para o Prêmio de Música Minas Gerais. No ano de 2013, a banda pausou as atividades para futuros projetos dos componentes, no entanto a saudade foi mais forte. Para o vocalista Eduardo Ladeira, isso se deve à ideia de que, independente de uma grande exposição repentina, a arte pode ser descoberta pelo público com o tempo.

“Durante o período de hiato, percebemos pessoas descobrindo a banda por meio da internet, e isso nos levou a querer fazer algo a mais. Acreditávamos ser necessário um trabalho definitivo, bem escrito, bem arranjado, bem produzido. Precisávamos deixar como legado da banda um disco profissional, que contivesse todo o potencial. Independente dos trabalhos musicais paralelos, a Lobos de Calla precisava dar o seu recado definitivo”, revela ele.

O resultado é o novo álbum “Às Vezes Eles Voltam”. Eclético, o disco viaja nas raízes da banda e mescla as influências musicais dos integrantes. É notória a referência a estilos e movimentos musicais diversos, como o rock nacional dos anos 90, o rock britânico dos anos 60, o punk rock e até mesmo elementos do rock progressivo. Segundo o baixista Bernardo Silvino, o momento que passaram distantes serviu para aprimorar ainda mais o som:

“Foi um período de amadurecimento muito grande. Voltamos com uma outra mentalidade para encarar a coisa. Dar o nosso melhor para a música e todos os outros elementos que são necessários para o projeto…”, diz o músico.

Da mesma forma, a entrada do multi-instrumentista Diego Mancini no conjunto exibe entusiasmo. O músico traz empolgação e otimismo na nova fase do trio mineiro. “O disco novo tem muito da pegada do anterior, mas ter uma pessoa diferente na banda levou o trabalho numa outra direção”, reflete o baterista.

O título do registro – assim como o da banda – é inspirado em uma obra do autor norte-americano Stephen King. O álbum e sua arte gráfica trazem uma pegada de humor e adota a linha de horror zine. Fãs do gênero, os músicos utilizam o parâmetro com o terror para ficar ainda mais envolvidos com o trabalho como um todo. A ideia é explorar o horror esdrúxulo dos anos 80, algo que é feito mais para divertir do que para assustar, por isso, o conceito de zumbis como caricaturas da banda.

Toda a elaboração da capa e o cuidado na produção das faixas demonstra que o grupo tem a percepção de que o mercado musical é cíclico, ou seja, que os gêneros vão anexando influências e se misturando; acompanhando as mudanças do mundo e descobrindo novas fronteiras e desafios - mesmo ainda existindo a essência.

“Por isso, o rock perdura ao longo de décadas, sobrevivendo às mais diversas revoluções culturais. A música deve ir além do entretenimento; música é cultura, e cultura é, ou deveria ser, educação. Trazer arte ao dia a dia do povo é ajudar no enriquecimento e desenvolvimento do país. O rock, gênero musical que representa o questionamento, a insatisfação com o status quo imposto, a união em prol dos interesses sociais, a paz, a valorização do ser humano e a propagação do amor entre as pessoas são essenciais nesse cenário”, articula Eduardo.

A dedicação e a nova fase da banda expõe a vontade dos integrantes para voos mais altos. Com o lançamento de “Às Vezes Eles Voltam”, o grupo já estuda uma possível turnê nas principais cidades do Brasil, levando o trabalho para o maior número de pessoas possíveis e subindo em diversos palcos do país. O lema é trabalhar e se divertir no processo, viver o momento e toda a plenitude, com amizade e música, recheada de pequenos e grandes momentos que façam todo o esforço valer a pena.

"PsicoDisco" marca estreia de mesclas rítmicas da Clangendum






















MPB encontra o rock em uma mistura psicodélica de estilos, com passeios pela música regional e ritmos africanos: Esse é o álbum de estreia da banda niteroiense Clangendum. Intitulado “PsicoDisco” e produzido pela própria banda junto de Julio Alecrim, o trabalho traz uma poesia própria e uma ambição ousada: criar um debut conceitual, com canções que possuem vida própria ao serem ouvidas individualmente, mas que foram concebidas e estruturadas para formar um universo único.

“Queríamos fazer um contraponto ao modo de se consumir música atualmente, uma ‘era do shuffle’, pode-se assim dizer, trazendo de volta uma perspectiva de tempos passados onde ouvia-se um disco inteiro e em ordem cronológica, com extrema coesão, quase como uma história contada. E assim foi feito no PsicoDisco”, conta o vocalista e guitarrista Breno Gouvêa.

O nome da banda vem do latim e significa som. O puro e simples som é a busca de Breno junto de Rama (guitarra), Caio Daher (percussão, gaita e voz), Erlim Bittencourt (baixo) e Pedro Donzeles (bateria) desde o primeiro registro da banda, em 2014, com o single “Colapso”. No ano passado, quando a Clangendum lançou no seu canal do YouTube um show ao vivo gravado na Toca do Bandido, a maturidade e a evolução da banda eram sensíveis e, com ela, veio a necessidade de dar um passo maior. Foi nesse trabalho que a banda iniciou uma parceria com o produtor Julio Alecrim, responsável pela mixagem e masterização e da co-produção do disco de estreia.

“O processo desse álbum tem início pela necessidade da banda de lançar seu primeiro trabalho de estúdio, onde pudesse mostrar sua personalidade. As influências de qualquer banda são abrangentes demais, exatamente por se tratar de uma reunião de pessoas com influências diversas. O caminho foi pinçar essas diversas características pessoais e transformar em uma coisa homogênea com o passar do tempo, para que a Clangendum tivesse uma sonoridade e estilo próprios, o que não significa restringir-se a um determinado nicho”, continua Breno.

É o que prova o “PsicoDisco”. O álbum abre com “O Santo II”, curiosamente a primeira música a ser composta pelos parceiros Breno e Rama como Clangendum, retomando a colaboração dos tempos de colégio em Minas Gerais. Nada mais justo que abrir o trabalho com o embrião desse projeto, que reúne os músicos em uma nova maturidade sonora. A versão final da canção, apresentada no álbum, é produto de muitos arranjos desenvolvidos ao longo dos anos e conta com a densa e impactante participação do rapper niteroiense LoSau. Já “Lucina” foi o primeiro gostinho do “PsicoDisco”, lançada como um clipe em timelapse que apresentava o alcance pop da banda, sem abrir mão de seu som único. A composição já nasceu com cara de single e foi a escolhida pelo grupo para apresentar seu novo trabalho ao público.

“6AM” já entrega no título que é um produto da madrugada. Composta pelo vocalista após retornar de uma noite na rua, a canção aproveita a gravação bruta do primeiro rascunho da música, feita apenas com o uso do celular, para retomar a origem da canção. “Cafifa” é direta ao ponto: concebida com apenas dois acordes como um exercício criativo, a canção é embalada pelas variações vocais. O arranjo é novo, diferente do apresentado no “Saindo da Toca”, registro ao vivo feito na Toca do Bandido. Lucas Ghetti, primo do vocalista e também músico e fotógrafo, marca presença como convidado especial.

Tomando um novo rumo lírico, “Madrugou” é carregada de peso emocional. A faixa foi escrita em pouco tempo, como homenagem à avó de Breno, com quem o vocalista tinha uma forte ligação. A despedida após seu falecimento inspirou esse adeus musical, ao mesmo tempo em que se tornou um dos destaques do trabalho da Clangendum. Por isso, foi o single do compacto ao vivo. Enquanto isso, “Chão do Rio” veio trazer frescor ao repertório. A composição entrou para o disco poucas horas antes da escolha final das faixas. A pré-produção inspirou o formato final da canção, que conta com castanholas de Roberto Ghetti, tio de Breno, e o contraste com a voz doce da cantora Yug Wenerck.

Sem perder contato com as raízes, a Clangendum resgata “Colapso”, primeira de suas gravações em estúdio. O significado da canção não se perde no novo arranjo, marcado pela união que juntou os cinco membros da atual formação. “Contramão” faz um contraponto entre realidade e esperança, traduzindo o conceito do “PsicoDisco” em sua letra, a última do álbum. Por fim, “O Santo I” encerra instrumentalmente o trabalho, servindo de introdução à primeira música. Se por um lado “O Santo II” é a continuação dessa cronologia, a inversão na tracklist deixa clara a intenção da banda: “O disco é um grande loop, assim como a rotina e o cotidiano urbano brasileiro: não tem fim e nem começo, a não ser como convenção”, explica Breno.

Para representar todas essas nuances, a arte de capa também brinca com inversos. Na fotografia, um homem bem vestido é o engraxate de um garoto e provoca o estranhamento e a reflexão. Essa poética social marca a estreia da Clangendum, que canta crônicas urbanas no “PsicoDisco”, já disponível nas principais plataformas de música digital.

Ficha técnica:

Breno Gouvêa: Voz e Guitarra

Caio Daher: Percussão, Gaita e Voz
Erlim Bittencourt: Baixo
Pedro Donzeles: Bateria
Rama:  Guitarra
Julio Alecrim: Teclas em "O Santo II", "Colapso" e "Contramão"
Roberto Ghetti: Castanholas em "Chão Do Rio"
Participações Especiais:
LoSau em "O Satnto II"
Yug Werneck em "Chão do Rio"
Lucas Ghetti em "Cafifa"

Produzido por: Clangendum e Julio Alecrim
Edição de áudio e Mixagem: Júlio Alecrim
Masterização: Vinicius Fraga

Direção de Arte: Lucas Gouvêa, Lucas Ghetti e Breno Gouvêa
Projeto Gráfico: Gabriel Bittencourt e Rafael Ottero
Fotografia: Lucas Ghetti
Direção de Fotografia: Lucas Ghetti e Breno Gouvêa
Edição de Fotografia: Lucas Ghetti e Gabriel Bittencourt

Compositores:
"O Santo II": Breno Gouvêa e Rama
"Boi de Haxixe": Zeca Baleiro
"Lucina": Breno Gouvêa e Rama
"6AM": Breno Gouvêa
"Cafifa": Breno Gouvêa
"Madrugou": Breno Gouvêa
"Chão do Rio": Breno Gouvêa
"Colapso": Breno Gouvêa e Caio Daher
"Contramão": Breno Gouvêa e Rama
"O Santo I": Breno Gouvêa, Caio Daher, Erlim Bittencourt, Pedro Donzeles, Rama e Julio Alecrim

Arte de capa:
 Fotografia: Lucas Ghetti
Edição de Fotografia: Lucas Ghetti e Gabriel Bittencourt
Atores: Raphael Cassou e Thiago Rosa
Projeto Gráfico: Gabriel Bittencourt e Rafael Ottero
Direção: Lucas Gouvêa

sexta-feira, 16 de junho de 2017

STRR - Under My Bed / Digital Boy (single)

























STRR é o trabalho como artista solo do produtor musical de Belém do Pará, Mateus Estrela. A sonoridade é eletrônica, os timbres passeiam pelos calores analógicos e as definições digitais dos sintetizadores modernos, influenciados pelo House, Synthpop, R&B e Future Bass.

Em junho de 2017, STRR lançou o single de estreia, um cartão de visita para o futuro álbum, os quais estão disponíveis nas principais plataformas de streaming. A primeira música do single é “Under My Bed”, faixa dançante com um viés Synthpop, a qual conta com a participação de Fil Alencar (Blocked Bones) nos vocais. A segunda é “Digital Boy”, lado B, e é uma faixa instrumental com raízes no House, Drum Machines analógicas e com ambientação nostálgica, com samples módicos de Game Boy Classic.

Todas as guitarras foram arranjadas e gravadas por Matheus Silva (Youth Veins). O trabalho foi feito de forma totalmente independente, sendo composto, produzido e mixado pelo próprio idealizador do projeto, Mateus Estrela, em que gravou também os sintetizadores, programações, teclados e baterias. Leonardo Chaves (The Lay e Joana Marte) gravou o baixo elétrico de Under My Bed e o músico Lucas Estrela gravou uma parte dos sintetizadores de Digital Boy, assim como Reiner também contribuiu nas gravações do synth bass da mesma faixa.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Corvalis - Passaporte Rádio (EP)






























Talvez injustamente, tendemos a pensar no lo-fi como fragmentos inacabados de ideias nunca completas. Mas esses dias já foram ultrapassados, substituídos agora por algumas das faixas mais bonitas e realizadas que você encontrará enterradas na internet, como fragmentos de tesouros sem adornos, esperando apenas para ser desenterrado. A última joia para mostrar o seu desvanecido exterior é a música de Adriano Caiado, um músico solo de Brasília, que lançou no inicio de janeiro cinco faixas de seu projeto chamado Corvalis.

Lo-fi esculpido, Passaporte Rádio pode ser, mas " Narval " e  ' Tarde  ', brilhando com um toque mágico, desmente os limites de sua criação para avançar para os longos e queimados dias do verão. O primeiro é uma música separada em todos, menos aparência, muitas vezes chegando tão leve como uma brisa quente ao lidar com justaposição de assunto. ‘’ Há distâncias entre nós. Suas palavras, uma melodia ‘’. Há uma visão inventiva, quase desviada para a trilha que a envia para estradas sem sinalização.

A faixa " Vidro " afeta de forma semelhante, uma viagem de dois minutos através de florescimento mais vibrante e instrumental que é algo como pegar uma demo do CASTLEBEAT carregando ondas de rádio no ponto sombreado de um verão. A guitarra é um estrangulamento glorioso, acompanhando habilmente um vocal principal , todo rachado e inchado de fazer exatamente o que faz, o que guia a trilha através dela é surpreendentemente belo, se aproximando cada vez mais de cada emoção que lateja. 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Lançamento: Bruno Seitras estreia disco "Mundanas"

Foto: Rafael Melo

Essas pessoas na sala de jantar, digo, na mesa de um bar, podem mudar de alguma maneira as nossas vidas? Elas com certeza mudaram a vida do cantor e compositor Bruno Seitras, foi desse momento de descontração, e muitas vezes desabado, que surgiram as inspirações para o seu disco de estreia.

“Mundanas” é muito mais que um disco com oito faixas e gravado de maneira independente, longe demais das gravadoras, mas com muita proximidade e auxilio de amigos, trata-se de uma obra onde o cotidiano é retratado de diferentes maneiras. Imagine oito pessoas sentadas na mesa de um bar, depois de algumas biritas todas elas começam a contar as histórias mais interessantes de suas vidas.

As influencias musicais de Bruno são, em grande maioria artistas nacionais, alguns clássicos como os incomparáveis Mutantes, Martinho da Vila e Raul Seixas, outros são novidades que estão em plena ascensão, como, por exemplo o duo Antiprisma, a banda carioca Ventre e também o rapper Criolo.

A ilustração gráfica na capa e contracapa do disco é assinada por Mateus Capelo, o álbum também contou com Julia Skinovsky cantando nas músicas “Dora”, ela une seu vocal ao de Bruno Seitras e João Victor Caetano cantando o final de “John”, Igor Stefano participa de “Mundanas” tocando piano em “John” e “Em Tua Vida”.

Trabalho que veio ao mundo com a união de esforços e participação de muitos amigos, neste álbum Bruno Seitras empresta toda sua empatia a oito pessoas que contam suas histórias melancólicas, alegres e saudosas. O disco passeia por diferentes vertentes sonoras e tem refrães fáceis que vão te fazer apertar o play mais de uma ou duas vezes.
























terça-feira, 6 de junho de 2017

Acidental lança videoclipe de "Texto De Um Blog Qualquer"






















A banda Acidental disponibilizou nesta quinta (1) o videoclipe para a música "Texto De Um Blog Qualquer", do terceiro EP do grupo, lançado em formato digital em março deste ano pela gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB).

Alexandre M., guitarrista da banda conta que desde o começo do Acidental sua ideia era produzir clipes que fossem fora dos padrões. "Minha ideia sempre foi a de ter clipes estranhos, sem muita lógica ou roteiro, e isso já aparece em nosso vídeo anterior, da música 'Prata'. Para este novo clipe, acredito que a gente tenha ido mais a fundo, ele é realmente estranho, desconexo e sem sentido. Mas é um belo clipe, com boa fotografia e com cores pesadas".

"As influências foram séries de TV e filmes com características deliberadamente desconexas ou até mesmo "kitsch" como 'Twin Peaks', 'Murder She Wrote' ou 'Breaking Bad'", comenta Roberto de Lucena, que assina a direção e edição do trabalho. "Encontramos um bar que tinha toda essa atmosfera alienígena em relação ao que se espera de um bar. Na minha cabeça já veio esse conceito de imagens estáticas, mostrando bem a vibração do ambiente e das pessoas que estavam curtindo aquela noite de Karaokê. Mesmo as imagens não tendo nenhum link direto com o som, não consigo deixar de sentir que as duas coisas casaram perfeitamente", finaliza Roberto. 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Kravo - NÃO!

Formada inicialmente por cinco meninas em meados de 2014, KRAVO é uma banda que consiste em uma mistura de punk, rock alternativo, hard rock, e rock'n'roll com um toque de peso. Atualmente a banda conta com quatro membros, fazendo um som autoral com letras em português de cunho crítico-social, influenciadas principalmente por bandas femininas de punk.

Descontroladamente energizado da explosão inicial de guitarra que apresenta sua nova faixa, Kravo inflama influências em um som retumbante em ' NÃO! ' - o primeiro vislumbre de seu primeiro EP, com previsão de lançamento ainda esse mês.

Abençoado com um coração desafiadoramente punk, ' NÃO! ' embala um soco extremamente atraente no estomago, jogando enormes ondas de raiva incansável no pano de fundo instrumental; Em si mesmo, uma explosão de percussão frenética e guitarras esgueiradas que causam um impacto impressionantemente potente. As palavras, no entanto, são de pouco valor quando o anexo fala de forma tão clara e decisiva por si mesmo.

A banda está lentamente juntando uma biblioteca segura de gostos dentro de suas músicas concisas e não muito facilmente esquecidas. Seu desejo de envolver seus arranjos em camadas afiadas e linhas de baixo altamente melódicas, mostra sua consideração pela composição, mostrando um equilíbrio de criatividade e simplicidade. 

A ORCHESTRA BINÁRIA LANÇA VÍDEO CLIPE DE MAIO





















A Orchestra Binária lançou o videoclipe para Maio, primeira faixa de seu último trabalho, o EP#02. Desta vez, o trio carioca tem como protagonista e interprete a artista Carolina Ochotorena, responsável pelo vídeo e os vocais da canção.

Inspirado por Enter the Void, de Gaspar Noé e "All Of The Lights", do Kanye West, Rihanna e Kid Cudi, o vídeo tem como objetivo interpretar a canção que, com suas diversas projeções poéticas, se encaixa em um contexto básico de cores.

Nas palavras de Carolina, a ideia em torno do áudio visual propõe uma síntese da própria banda. “As letras curtas e não repetitivas, o formato que se organizam as melodias, o próprio material visual do EP que simbolizam o processo de produção e suas particularidades são as pistas elementares que levaram até o final da composição do clipe”.

Com o vídeo clipe de Maio, a Orchestra Binária repete o modelo de participações coletivas assim como, o clipe de Galileu, foi construído e dirigido pelo artista multimídia Matheus Capelo, anteriormente. Segundo a banda, este modelo é uma forma cíclica de interação e até mesmo de divulgação de múltiplos materiais e “visões” sobre uma mesma peça de arte.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

[Lançamento] "Ziyou" - Jovem Palerosi

Capa: Diego Max

Jovem Palerosi é músico, dj e produtor musical, integrante da banda instrumental Meneio e do projeto Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha, além de fazer trilha sonora para audiovisual,  dança e colaborar frequentemente com diversos artistas da cena instrumental, eletrônica e experimental. Suas músicas transitam entre climas etéreos, melodias sinestésicas e grooves experimentais, fundindo diversos gêneros eletrônicos com elementos orgânicos e timbres customizados. Depois de “Mouseen”, lançado em 2014, “Ziyou” é seu segundo álbum solo, lançado dia 01 de junho pela netlabel Tropical Twista Records, um dos principais selos expoentes da nova cena eletrônica brasileira.

ZIYOU
Ziyou em chinês significa Liberdade, elemento central no processo criativo e nome do bairro que o artista mora atualmente em São Paulo. Um disco sobre estados de espírito e vivências que transitam entre melodias sinestésicas e grooves experimentais, com influência de diversos aspectos da cultura oriental em fusão com elementos globais.



Ficha técnica
Composto e produzido por Jovem Palerosi
Participações especiais:
Di Dreitas - rabecas em Moseley Road
Automaton - beat e efeitos em Moseley Road
Fernando TRZ - composição e synths em Mercúrio 3.1
Mah Mooni - voz em Khayyam
Masterizado por Felipe Julian
Arte por Diego Max
Fotos de divulgação por Fran Rockita

Ouça o disco abaixo! 
































quarta-feira, 31 de maio de 2017

Aeroplano - Inverno (single)





































Todos os aspectos de um fim de inverno, desde o abandono sem peso, até a dor lenta e aborrecida que escorre, são trazidos à vida neste resquício do novo disco do Aeroplano. A percussão lenta, as harmonias perfeitas e os mais verdadeiros corações vazios reinam e criam um single que se torna o melhor amigo para as horas de pura exaustão.

Então, está lá, 'Inverno', que se desloca sempre  causando dores, corta um caminho através das camadas  negligenciadas do alternativo dos anos 90. Infinitamente mais refrescante do que uma mera "atualização" moderna de tal música, o novo single incorpora estranhas torções, um redemoinho de guitarras densas e vocais ardentes e energia inquietante que não merece atenção repetida que muito bem exige.

Uma nuvem ondulante de influências e gêneros com originalidade rígida sentada lado a lado com a familiaridade do disco anterior. Às vezes, os discos que flutuam entre os estilos de forma casual podem acabar se sentindo desigual - uma espécie de desequilíbrio que torna difícil entrar - mas isso simplesmente não é o caso aqui. Aeroplano promete  um disco quente e vibrante. Talvez um  brilho distorcido de Guided By Voices , as vibrações mais fracas de Pavement , e o estilo ocasional de  Silversun Pickups.

Não deixe de apoiar o Financiamento Coletivo da banda para preencher todas essas lacunas, quem sabe. Sente-se, gire-o e deixe-o vibrar deliciosamente sobre você. 

Então contribua com a produção do novo disco AQUI

terça-feira, 30 de maio de 2017

[[LANÇAMENTO]] (Infrasound Records + DoSol) - '2019' - STOLEN BYRDS

























A banda STOLEN BYRDS lançu o seu novo álbum '2019' na manhã de segunda-feira (29/05), em parceria com os selos INFRASOUND RECORDS (Florianópolis/SC) e DOSOL (Natal/RN). 

Diretamente de Maringá/PR, a banda entrega uma obra visceral, psicodélica, elétrica oxigenada pelo rock and roll... Em uma viagem cósmica, atmosférica e uma energia de arrepiar. 

O álbum '2019' foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Costella (São Paulo/SP), com a supervisão de co-produção de Alexandre 'Capilé' Zampieri e Gabriel Zander, que ainda conta com a arte visual feita pelo artista maringaense Leandro Calixto.