terça-feira, 25 de julho de 2017

Projeto solo de Rubens Adati divulga single de primeiro disco cheio

Foto: Kalaf Lopes

O ano de 2017 começou agitado para Rubens Adati, ele que é vocalista e guitarrista da banda Vladvostock, estreou em fevereiro seu projeto solo Meu Nome Não é Portugas. O EP “e n d o p a s so s” (Banana Records)  chama a atenção por ser uma produção completamente DIY, Rubens compôs, gravou (todos os instrumentos), mixou e masterizou tudo em seu Inhamestúdio.

Agora, cinco meses depois de lançar o seu primeiro EP, Meu Nome Não é Portugas anuncia o lançamento de seu primeiro disco cheio, “Sob Custódia da Distância”. Como gostinho do que está por vir, Rubens Adati apresenta uma canção inédita, a faixa, que da nome ao disco, ganhou um videoclipe cheio de texturas, elas conversam com a densidade sonora dessa canção instrumental e dão o tom do trabalho que está por vir. 

Meu Nome Não é Portugas ganhou também uma formação para apresentações ao vivo. Acompanhado de Max Huzsar (Dr. Carneiro), Zelino Lanfranchi (ex Parati e Cabana Café), e Rafael Carozzi (Kid Foguete, Readymades). Rubens promete um show repleto de nuances, dinâmicas e profundidade.

Gabriela Garrido lança o clipe de “Mergulho”

Foto:  Bléia Campos

A cantora e compositora carioca Gabriela Garrido lançou recentemente um clipe para a faixa-título do seu primeiro EP, “Mergulho”, lançado no ano passado.

O nome da música é bem autoexplicativo: ela fala sobre a sensação de se entregar, de estar imerso no que você ama, de ser verdadeiro consigo mesmo. O vídeo funciona como uma confissão, e os jogos de luz querem transmitir diferentes emoções e traços sendo aos poucos revelados.

Um segundo EP já foi gravado e será lançado no segundo semestre. Enquanto isso, “Mergulho” e as outras faixas do disco estão disponíveis nas principais plataformas digitais.

Download do disco AQUI 

[Lançamento]: Músico misterioso xoxoto lança primeiro EP

Evidenciando a proposta de ouvidos atentos ao que acontece na música alternativa e independente em todo o Brasil, o primeiro lançamento do selo Cavaca Records, vem de uma pequena e pacata cidade, localizada no sul de Minas Gerais. Muzambinho é berço de um músico com idade superior a toda essa nova geração, mas tão atual quanto ela.

xoxoto é o nome desse cara. Logo de primeira esse nome pode te causar estranheza e até mesmo causar pensamentos maliciosos, no entanto, não se deixe enganar, o assunto aqui é música experimental. 

Descobriram suas canções – todas elas instrumentais – após comprar um computador antigo no centro de São Paulo, e abrir a carcaça encontrar uma pilha de fotos velhas e amareladas, junto a tudo isso uma porção grande de disquetes. Trataram e recuperaram todo o material que ainda tinha salvação: assim nasceu o EP “Saudade Muzambinho”.

Com 4 faixas, o disco retrata com extrema sensibilidade momentos cruciais da vida de xoxoto  em Muzambinho durante os anos 70, 80 e 90. Vale ressaltar que não existem muitas certezas sobre quem de fato é xoxoto, sabemos apenas seu local de nascimento e que ele tem uma irmã viva chamada Lalaa, provavelmente é ela quem cuida de sua página no facebook, ou quem sabe seja o próprio xoxoto. Fato é que jamais conseguimos contato direto com ele, tudo rolou via Lalaa.



Faixa a Faixa

1 - "Bem-Vindo"
Essa é a faixa que introduz o ouvinte ao mundo de xoxoto. Ela vai por linhas tênues como um inicio de noite, dançante e suave. O músico dá as boas vindas ao seus amigos e fãs, fique a vontade e não tenha medo dessa história estranha. 

2 - “Single/1”
A primeira música a ser resgatada dos disquetes, nesta faixa xoxoto buscou abordar uma situação anormal que aconteceu em sua cidade natal durante a fase da adolescência. Uma energia negativa fez com que os moradores não fossem à igreja no domingo, não saíssem para o trabalho na segunda e tudo parecia ser ação dos alienígenas, quando na verdade era a polícia de NY investigando a cidade e colhendo informações através de ondas de rádio.

3 - “xöx”
Uma faixa de muita experimentação. Se você deixar a música bater em seus ouvidos será transportado à cidade de Muzambinho, a viagem começa aqui e não tem hora para acabar. A agitação de baterias muito loucas representam a vida noturna e agitada dos jovens moradores de uma cidade que só é calma no papel.

4 - “Saudade Muzambinho”
Esta é a faixa que encerra o primeiro Ep do nosso ídolo. Aqui a melancolia é bem maior e a nostalgia ganha espaço com algumas frases gravadas nas ruas de Muzambinho durante os anos em que ele morou por lá. A calmaria no fim da música tenta representar o inicio de um novo ciclo, talvez até mesmo o inicio de um novo dia na cidade.

Sobre o Cavaca Records:

O cenário nacional de música alternativa/independente é extremamente acolhedor e colaborativo, após constatar esse fato com proximidade, nós resolvemos fazer parte da fatia ativa deste nicho. 

Sediado em São Paulo, mas com ouvidos atentos ao que rola em todo Brasil e no mundo, o Cavaca Records acredita que dá para fazer o rolê ficar ainda mais inclusivo e divertido, tanto para as bandas, músicos e musicistas quanto para o público de um modo geral. 

Formado por Cainan Willy e Yasmin Kalaf - sob tutoria de Rubens Adati (Vladvostock/Meu Nome Não é Portugas) - temos como propósito trabalhar com projetos que, de alguma maneira, seguem o mesmo padrão sonoro e estético.


''Dias Em Lo-Fi'' é o disco de música lo-fi necessário em um momento como este





















Não contente com nos deixar franzindo a testa e adulações em 2015 através do lançamento de ‘’Enxaqueca’’, O duo carioca LuvBugs revela ‘’Dias Em Lo-Fi’’ , uma coleção de onze músicas que, bem, nos deixa franzindo a testa e adulando, a tristeza que se desloca por todos os instantes, franzindo nossas sobrancelhas, enquanto os pequenos músculos da testa se recuperam, enquanto a beleza que murcha também é algo tão jubiloso e cheio de promessa como uma manhã de primavera..

Dias Em Lo-Fi começa um pouco na região selvagem, algumas notas discordantes que tocam no éter, o roquinho rodeado de batidas cortantes onde melodias tristes e divertidas encontram o seu lugar. O disco produz o tipo de zumbido que levita acima de sua pele e o transporta para fora do seu espaço, mesmo que por apenas alguns minutos. A relação do ritmo de guitarra e bateria em todas as faixas me lembra "King of the Beach" do Wavves.

Em outras mãos, tais maneirismos podem muito bem ser excessivos, mas Rodrigo Pastore (guitarra/vocal) e Paloma Vasconcellos (bateria) sempre sabem quando se afastar, quando deixar sentimentos pendurados no ar e voltar para o lado musical do registro. E esse lado musical é algo esmagadoramente especial em si mesmo, cada faixa compartilhando uma estética semelhante para que toda a peça se sinta surpreendentemente imersiva, apenas ocasionalmente rompendo com seu caminho mais nebuloso e vago para adicionar pequenas marcas de luz e cor aos ambientes de outra forma obscurecidos.

Produzido pela banda em gravações caseiras e sessões no Estúdio Floresta com Rafael Matias no início deste ano, o novo disco é o primeiro da LuvBugs desde Enxaqueca. Um inescrupuloso lo-fi sofrência cheio de poesia produtiva. Ele ressoará com qualquer um que tenha se sentido inseguro em seus próprios pés, e reflete bem a narrativa subjacente do álbum sobre a sobrevivência em meio à instabilidade com músicas inocentes e rápidas sobre dores crescentes e amor.

Qual é, talvez, o motivo pelo qual essas músicas curtas entram tão profundamente no mundo dos ouvintes. Por toda a ambiguidade que é anexada a essas entradas diárias poéticas, elas ainda sentem parte de nós, do nosso mundo e caminhos. Não tenho certeza por quê. Talvez não haja uma resposta. Mas, por sua própria maneira, elas representam pequenos pedaços de nós, manchas minúsculas que podemos escolher ou ignorar, mas que se sentarão lá como lembretes de qualquer maneira.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

SUPERVÃO lança TMJNT - a ponte entre a rave e as bandas independentes brasileiras

Foto: Ana Paula da Cunha

Supervão acaba de lançar seu aguardado segundo EP. Intitulado TMJNT, o trabalho é um resultado das primeiras viagens que a banda fez para tocar e divulgar o seu trabalho anterior, Lua Degradê, que escalou o grupo em diversos festivais de música independente como Morrostock, Festival Brasileiro de Música de Rua, Festival Bananada, Dia da Música e Festival Bolo Fofo.

TMJNT é uma fuga em meio ao caos mental e social causado pelo momento político brasileiro. A partir de uma mistura de sons bastante heterogêneos, a banda produz em TMJNT uma sonoridade que tem sido chamada de technopunk, eletroindie, neu tropicália e vapor rave, gêneros que a Supervão compreende e se influência diretamente. Hoje, juntar diferenças e provocar encontros musicais, cada vez mais, pode ser compreendido como um ato revolucionário tendo em vista os processos de curadoria digital. 

A Supervão busca com esse lançamento dialogar com as cenas independentes brasileiras mais energéticas dos últimos dois anos: as raves de rua e os festivais de bandas independentes brasileiras. 

Artes da capa do disco são resultado do trabalho de Mario Arruda com a artista Ana Paula da Cunha. Supervão em TMJNT é Mario Arruda, Leonardo Serafini e Ricardo Giacomoni. A mixagem é de Bernard Simon Barbosa (Casinha) e a masterização de Vini Albernaz (Musa Híbrida).

Lançamento Lezma Records & Honey Bomb Records. 


domingo, 23 de julho de 2017

Coletivo Rua aborda a rotina do dinheiro em novo clipe, “Grana”, feat. Lurdez da Luz

Foto: Matheus Matta


São Paulo, 19 de Julho de 2017 - O Coletivo Rua estreia seu novo videoclipe, idealizado para a faixa “Grana”. A música é também o segundo single do disco homônimo da banda, cujo lançamento completo está confirmado para dia 26 de julho.

“Grana” leva a participação especial da rapper Lurdez da Luz e apresenta um rap direto, feito de muitos beats e tons jazzísticos. A letra fala sobre o dinheiro e a rotina dilacerante que se desenvolve ao seu redor, pontuando a desigualdade social e a falta de melhores - e mais - oportunidades para quem não possui tanto.

“Grana, entre nós, há uma interferência
Nem peguei na mão
E já passou o dia de fazer a transferência” 

Com direção e fotografia de Julia Borst e do vocalista Galego, o clipe traz diferentes pessoas entoando a letra da música. Para o cantor, “os rostos são diferentes, mas o sentimento e a realidade é comum a todos eles. É só uma pequena amostra de bilhões de pessoas no mundo todo que poderiam estar no clipe”, comenta. 

Formado do encontro entre Galego (voz) e Marcelo Sanches (guitarra), o Coletivo Rua é uma banda que busca promover a união, seja ela de ideias, sons e mensagens. Somando referências do rock ao rap, o projeto traz uma sonoridade conectada aos sentidos e sentimentos existentes numa cidade como São Paulo. Bianca Predieri (bateria) e Davi Indio (baixo) somam a esse coletivo, que entre versos e melodias, busca engajar seu público a refletir sobre a vida e os principais desafios encarados nesta sociedade contemporânea, marcada pela ansiedade e opressão.

Com a divulgação de “Grana”, a banda dá mais um passo em direção a estreia de Coletivo Rua, álbum inédito que o grupo lança ainda no mês de julho nas principais plataformas de streaming. Se os tempos são de desigualdade, promover ideais coletivos é uma urgência.


Coletivo Rua
Formado em 2017 por Galego (voz), Marcelo Sanches (guitarra), Bianca Predieri (bateria) e Davi Indio (baixo), o Coletivo Rua é um novo projeto musical que vem para somar dentro do cenário independente paulistano. Com referências do rock ao rap, o projeto já leva dois singles lançados: “Coragem” e “Grana”, que assim como todo o disco, foram produzidos pela própria banda no Estúdio Elefante (São Paulo - SP), com mix e master feitas por Buguinha Dub no Estúdio Mundo Novo, em Olinda-PE.

Após cinco anos, Fones retorna com o single "Tiros em Columbine"




























Cinco anos se passaram desde que o Fones despontou com seu aclamado EP de estreia, Revólver. Depois de muitas reviravoltas, sob nova formação e identidade, a banda de Sorocaba-SP retorna com o single "Tiros em Columbine", que fará parte de um novo registro do quarteto, com previsão de lançamento para o segundo semestre. 

Além de Renan Pereyra (guitarra/voz) e Paulo Augusto (baixo), o grupo conta agora com Maurício Barros (guitarra) e Gabriel Wiltemburg (bateria), ambos também integrantes da banda Justine Never Knew The Rules. A sonoridade traz influências de rock alternativo 90's e do underground nacional, o que vem sendo chamado pelo quarteto de soft punk.

A música faz referência a um documentário lançado pelo cineasta Michael Moore sobre o histórico massacre de Columbine, que ocorreu no Colorado, nos EUA, em 1999, mas a letra pode ser interpretada de diversas formas, inclusive como um paralelo ao nosso atual momento político. 

"Tiros em Columbine" foi gravada no Back Studio, em Sorocaba-SP, e a mixagem e masterização são assinadas pelo próprio baterista Wiltemburg, com produção do Fones. Ouça abaixo!

Músicos brasilienses Beto Mejía e Kelton unem forças no projeto Suave Sutil

Fotos: Jimmy Lima

Nomes fortes da cena do Distrito Federal, Beto Mejía e Kelton lançam novo projeto em uma série de vídeos ao vivo. Intitulado Suave Sutil, o trabalho levou os artistas ao icônico Teatro Dulcina. Já foram revelados os vídeos para “Soneca” e “Todo amor do mundo”. 

“A ideia da locação foi reforçar o #dulcinavive e dar visibilidade para esse lugar que estava sucateado. O espaço for importante na cena e depois ficou esquecido, como vários lugares importantes na cidade”, conta Beto Mejía.


Conhecido como flautista do Móveis Coloniais de Acaju, trabalho que dividiu com outros nove instrumentistas ao longo de 18 anos, Beto lançou no fim do ano passado “Wahyoob”, seu segundo trabalho solo. O álbum traz músicas de inspirações diversas, de orixás a cultura pop, passando por referências sonoras percussivas, melódicas e eletrônicas.

O cantor e produtor Kelton trabalha em “Lacunar”, álbum viabilizado por financiamento coletivo, com lançamento marcado para 4 de agosto. A obra, segundo ele, é seu disco mais pessoal até hoje, fruto de um “surto criativo” vindo de um ano difícil quando chegou até a perder a vontade de fazer música. Ao invés do violão com o qual ficou conhecido, o músico entrega um disco baseado na guitarra elétrica com referências no rock alternativo.

Unindo esses momentos pessoais e introspectivos nas obras dos dois artistas, Suave Sutil chega em vídeos dirigidos por Octávio Schwenck Amorelli.

“Para o repertório, escolhemos músicas que priorizassem melodias e um clima intimista. O nome do projeto sugere isso, simplicidade e organicidade, emoção à flor da pele com a melodia e a sensação”, conclui Beto.

 
 

Em webclipe, Alvares explora o cotidiano do Rio de Janeiro

Foto: Marina Choinski

No novo webclipe do cantor Alvares, o cotidiano é o protagonista. O vídeo para a canção “Lembra porque se foi” explora a temática da rotina em uma grande cidade e seu vai e vem efêmero. Já disponível no YouTube, o lançamento encerra a divulgação do álbum “Sala de Estar Experimental Vol. 1”, lançado no início do ano. 

A produção prima pela simplicidade: a filmagem aconteceu apenas com um iPhone, realizada e editada pelo próprio Alvares. Na finalização, as imagens passaram a ganhar novos contornos, com filtros e texturas que brotam das pessoas, carros e plantas que surgem no caminho do observador - uma presença que não se revela ao longo do vídeo. A câmera segue pela zona sul do Rio de Janeiro, tendo como ponto de partida a Rua Real Grandeza e seguindo em direção ao baixo Botafogo, um trajeto recorrente para o próprio Alvares.

“Lembra porque se foi” vem para encerrar o ciclo de trabalho de “Sala de Estar” e preparar o caminho para um novo momento do artista. “Depois de toda a divulgação desse álbum, dos singles que vieram após ele e que ainda têm algum diálogo com o disco, eu me preparo para uma outra fase. Muito em breve vou lançar um compacto, com duas faixas que vêm pra dar um pouco de ideia do que vai ser meu próximo disco”, revela. O novo trabalho tem previsão de lançamento ainda para o segundo semestre. 

Mais que encerrar esta etapa, o webclipe propõe uma reflexão sobre os caminhos que tomamos e o “piloto automático” de cada dia. Ao mostrar pessoas que seguem suas rotinas e se movem no espaço urbano sem deixar vestígios, Alvares faz um paralelo com a letra da canção, onde versa sobre o fim de um relacionamento. Versos como “e se no caminho resolver voltar/lembra porque se foi” entregam o questionamento de quem se despede de um relacionamento ainda sem saber se segue em frente ou retorna àquele amor.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Novo Lançamento: Ideias, etc - Estrelado





































Foi lançado em (17/07/17) o quarto trabalho da Ideias, etc, praticamente uma one man band do jovem Evandro Depiante, nascido em Vitória no Espirito Santo, mas que atualmente reside em Pelotas - RS.  No disco de oito faixas (com + 2 de bônus no download) ouvimos em breves pérolas pops relatos sobre a solidão, alucinações e outras noias da cabeça do músico.

Estrelado é um registro bagunçado, ruidoso e frustrante. Também é maravilhoso, por todas as razões pelas quais me afastei ouvindo as duas primeiras faixas, mas agora abraço de todo o coração. A vida, acontece, é bagunçado, ruidoso e frágil e, por isso, é lógico que aqueçamos as coisas que refletem esses sentimentos, e o Ideias, etc certamente faz isso. 

Da triste restrição da trilha de abertura ( noise,noise,noise ) para a maravilhosamente contemplativa Conversas,  é o tipo de disco que o acompanha; Rastejando debaixo da sua pele, apenas fica ali, um reflexo rígido e honesto de uma mente enlameada perdida no confuso nevoeiro do dia a dia.

Para saber um pouco mais sobre o projeto, acompanhe a entrevista do músico AQUI 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ouça "Emotional Inception", novo single da Missing Takes




























A Missing Takes acaba de lançar ‘Emotional Inception’, novo single de ‘Uneven Tides’, segundo EP da banda com lançamento previsto para este semestre. A faixa foi gravada na Casinha, em Porto Alegre (RS), por Bernard Simon Barbosa e Rodrigo Messias, que também é baterista da banda, e masterizada em Los Angeles, na Califórnia (EUA), por Brian Lucey, vencedor de seis Grammy Award e reconhecido pelas parcerias com The Black Keys e Arctic Monkeys.

É marcante a referência ao rock alternativo das décadas de 1990 e 2000 também neste novo trabalho. Até porque a banda tem se aproximado cada vez mais das origens do gênero após a California Tour, realizada entre abril e maio de 2017, com nove shows em diferentes cidades do estado norte-americano. Uma nova viagem para fora do Brasil já está marcada para novembro. Em breve, a banda vai anunciar as novidades.

Sobre a banda

Formada em 2015, a Missing Takes lançou seu EP de estreia, ‘Superfriend Going Down’, no Dia Mundial do Rock - 13 de julho - do ano seguinte. A primeira formação contava com Mateus Zuanazzi (vocal e guitarra), Pedro Mello (baixo), Caio Mello (guitarra solo) e Tony Zambon (bateria). Após a gravação do disco, o baterista saiu e Rodrigo Messias, sócio do estúdio Casinha, de Porto Alegre (RS), que já havia acompanhado a produção do EP, assumiu a vaga.

Em 2017, com a saída de Caio Mello, a Missing Takes assumiu uma formação temporária de trio. Ao mesmo tempo, surgiu a oportunidade de tocar em Los Angeles (CA), nos Estados Unidos, dando início a um projeto que virou realidade: a primeira turnê internacional. A California Tour aconteceu entre abril e maio deste ano.

Com a volta ao país, chegou também o lançamento primeiro single do novo EP. A faixa ‘Pulling Back’ teve aparições em listas de melhores lançamentos de maio de 2017 e apresenta o amadurecimento da banda, com mais participações especiais e unidade autoral. ‘Emotional Inception’ dá continuidade a esse processo, que levará ao segundo EP da banda porto-alegrense, intitulado ‘Uneven Tides’.

Missing Takes é Mateus Zuanazzi (vocal e guitarra), Pedro Mello (baixo), Tito (guitarra solo) e Rodrigo Messias (bateria).


Fotos: Gustavo Faria

Ouça logo abaixo "Emotional Inception" e "Pulling Back", os dois singles já liberados do novo EP.

Ventre e EATNMPTD lançam documentário sobre show no Bananada

Foto: Rodrigo Gianesi

Um dos shows mais aclamados pela crítica especializada durante o festival Bananada 2017 acaba de virar documentário. O encontro das bandas E a Terra Nunca me Pareceu Tão Distante (SP) e Ventre (RJ) foi realizado em maio, durante showcase do Dia da Música, no festival goianiense. O curta de nove minutos foi produzido no melhor estilo “do it together” pela Moment, que acompanhou as bandas desde o desembarque no aeroporto, no ensaio e durante a apresentação. O resultado é uma troca de energia intensa, revelando a forte amizade que há entre os músicos.

"A gente é power trio, então a gente sempre fica fazendo mais pra preencher a falta de um quarto membro. E agora a gente tem que fazer menos, dar espaço, abrir o espaço e ouvir o outro. Mas pra mim, pelo menos, isso significa diversão", relata Larissa Conforto, baterista da Ventre.

Duas das bandas mais explosivas da atual cena independente, o trio carioca Ventre e o quarteto paulista E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante tornaram aquela apresentação histórica. No repertório, canções das duas bandas em uma performance que uniu duas baterias, dois baixos, três guitarras, e ainda teclados e programações. Nos últimos anos, as bandas são presença marcante em festivais de todo o país e também trazem em comum os seus trabalhos dentro do casting da Balaclava Records.

A combinação de letras intimistas com o indie rock dos anos 2000 e a psicodelia dos anos 70 são a fórmula da Ventre, que traz em sua trajetória a participação em outros  festivais importantes no circuito alternativo nacional, tais como Bananada (GO), Do Sol (RN), Coquetel Molotov (PE), Transborda (MG), Vaca Amarela (GO), MoLA (RJ), SIM São Paulo 2016 e MECAInhotim (MG). A Ventre é Hugo Noguchi (baixo), Larissa Conforto (bateria) e Gabriel Ventura (voz e guitarra).

O quarteto instrumental E a Terra Nunca me Pareceu Tão Distante marca o público pelo entrosamento. Os guitarristas Lucas Theodoro e Luden Vianna e a cozinha representada por Rafael Jonke Buriti e Luccas Villela mostram que o rock independente está mais forte do que nunca. Formado em 2013, na capital paulista, eles apresentam no show o repertório dos seus discos "Nem Tanto, Nem tão Pouco" (2013), "E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante" (2013), "HIP 13044b" (2014), "Luz Acesa" (2014) e "Vazio" (2014), além do single “Medo de Morrer | Medo de Tentar” (2016).

Ficha Técnica

Concepção e produção artística: Katia Abreu

Produção local: Chrisley Hernan Ximenes e Edimar Filho
Som PA: Bernardo Pacheco
Som Monitor: Gustavo Mendes
Roadie: Fabiano Benetton
Luz: Chrisley Hernan Ximenes

Vídeo produzido por Moment

Imagens, montagem e finalização:
Diogo Fleury, Rodrigo Cunha, Victor Souza

Realização: Dia da Música + Festival Bananada + SESC Goiânia

Apoio: Balaclava Records, Breve, Cafofo Estúdio

Assista ao documentário:


Distúrbio Feminino reúne música e mídia feminista para terceira edição de festival

Arte: Ana Beatriz Rezende 
O Riot Grrrl BR tem encontro marcado no dia 22 de julho durante a terceira edição do Distúrbio Feminino Fest!

A velha e a nova Escola do Punk Feminista Nacional vêm muito bem representadas com:

Dominatrix! Em apresentação dos 20 anos do primeiro álbum, Girl Gathering, o quarteto, fundado em 1995 e fundamental para o punk brasileiro, se reúne especialmente para tocar este clássico de 1997 e muitas outras essenciais de seu precioso catálogo. Apenas imperdível!

Foto: Alvaro Rodrigues

Charlotte Matou um Cara! Vem pra mandar a real sobre ser Mulher Punk no Underground atual e mostrar ao vivo toda a porrada do álbum de estreia, lançado em abril. Minas cospem fogo: vai ser explosivo. Ouça.

Foto: Larisa Zaida

Soror! O ressoar ancestral ecoa lá de Brasília e chega com densidade através do quarteto. Invocação, rituais. Sonoros. Experimentais. Explorar e extrapolar os instintos. Abstração. No repertório, faixas do primeiro EP (2014) e muitas inéditas. Ouça.

Foto: Ianni Luna

 Katze! De Curitiba, Katze é uma sensação. Trabalho solo de Katherine Zander, integrante do duo Cora, vamos celebrar as fases da Lua com ela e o repertório de Moon Phases of a Relationship, primeiro - e badalado - EP que saiu em março. Minimal jazz com o brilho das guitarras lo-fi e um marcante downbeat para acompanhar o mergulho nas estrelas. Ouça.

                                                                 Foto: Jonah Emilião
                                                                                    
Nas paredes, arte poética e guerrilheira com expo de lambes de Ryane Leão/Onde jazz meu coração.

Ainda na programação: roda e encontro sobre Mídia Feminista no mundo virtual e fora dele ::: como e porquê comunicar é empoderar ::: mulheres produtoras de conteúdo que usam meios variados como ferramenta para o Novo Feminismo. Com participação de:
PapodeMulher - canal no YouTube
Beliza Buzollo/Na Ponta da Língua - quadrinhos
Ryane Leão/Onde Jazz Meu Coração - lambe/poesia
Monique Dardenne - Women's Music Event
Cris Rangel/Lôca do play - livro/poesia
Maria Luísa Lopes/Delirium Nerd - blog cultura pop
Luciana Roedel e Marina Marchesan/PPKdanada - zine
Camila Visentainer/Melão Cólica/Coletivo Cósmico - zine
+ a confirmar

Bazares e comidas também fazem parte:
Expositorxs:
Coletivo Cósmico - bordados, desenhos e outras produções manuais do coletivo artístico de Santo André
PPKdanada Zine (RJ)
Pedra - joias de prata de Luciana Roedel
Bertha Lutz - merchs especiais da banda mineira
L'oiseau Acessórios Vintage - acessórios raros de toda parte do mundo
Empodera Distra - camisetas, moletons, bottons e mais artigos lindos de nossas bandas feministas preferidas!
Camisetas da XXT Power
Pussy Art - bijuterias artesanais de ppks
Atitudiyane - bijux de bucetinha
+ a confirmar

Cozinha:
Fernanda Gamarano, guitarrista/vocalista da Der Baum e fotógrafa talentosa, vem trazer as delícias de seus quitutes da Fefas Massa.

Discotecagem 101% Distúrbio Feminino Hits e Grrrl Germs Essentials!
                                                                            





















segunda-feira, 17 de julho de 2017

Conheça a misteriosa e sensual A Band Called Love

































Quem é você? Essa é a pergunta que ecoa na cabeça de quem escuta A Band Called Love pela primeira vez. O projeto-banda de identidade não revelada, mas nuances de sensualidade trash que lembram um Serge Giansburg quase decadente, mostra um pouco de seu universo obscuro na faixa Carne Viva - e no clipe com ares de filme B dos anos 80.

Entre versos como “libere sua libido mais intensa” e paredes de veludo, com um tom lisérgico e sexy, Carne Viva te convida a uma viagem sem excessos de efeitos. Algo entre “The Felt velho e Connan Mockasin novo”. O vídeo dá indícios de quem, ou o que, está por trás de ABC Love: um velho vouyer que se realiza filmando fantasias alheias.

Carne Viva estará no álbum de estreia da banda, ABC Love e o Álbum do Prazer, que será lançado pelo selo paulistano Balaclava Records no próximo semestre. Quem quiser entender mais sobre a banda pode conferir a performance ao vivo durante o MusicVideo Festival, no Museu da Imagem e Som (MIS, São Paulo), onde também será apresentado seu próximo videoclipe. A entrada é gratuita.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Supervibe - Sonido (WEBCLIPE)

























À medida que o Hemisfério Norte se move através de uma primavera preguiçosa em um verão muito aguardado, é bom estar imerso em música que se inspira na magia da natureza. ‘’Sonido’’ pode ser o que você precisa para conhecer a Supervibe, mas, como todas as coisas boas, demorou-se a criar e desenvolver. Foi em 2016, de fato, com as primeiras ideias emergentes como poesia e caindo em pedaços de papel.

O resultado são cinco faixas de musicalidade requintada, tão frescas que poderiam ter sido escritas ontem, ainda assim tão eternas como a luz do sol. Esta música deliciosamente relaxada é para os momentos em que o silêncio é muito severo, mas o som não precisa mais do que se misturar com a respiração. 

O tempo, bons sentimentos e uma fonte de talento se combinaram para criar Autóctone e talvez perdure nele  uma deliciosa mistura de poesia e música. Preciso respirar, tirar tempo e lembrar que há mais vida do que a moagem diária? Sente-se e deixe Sonido transportá-lo para uma floresta nas montanhas onde a natureza se desenrola a um ritmo mais lento. Então, talvez pegue sua mochila e vá para lá de verdade.