quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Samurai Boe - Saudade Boa

Foto: Ana Clara

Agora, mais do que nunca, todos precisaram de um encorajamento, para sabermos que não estamos sozinhos. Todos nós provavelmente tivemos um segundo onde paramos para encarar um espelho e sentir dúvidas, imaginando se alguém mais teve esses momentos também. No seu álbum de estreia (talvez único), Samurai Boe fornece o impulso de encorajamento muito necessário em um formato de autoconsciência, beleza e abraço em cada parte de você, mesmo as partes que você ainda não descobriu.

Saudade Boa  é uma festa, uma cheia de confetes, balões de cores vivas e os sons do lo-fi mais divertido, bem-aventurado e desleixado que você já ouviu. Um foguete em uma garrafa de refrigerante pop que ilumina o céu e enche seu coração. Ao longo de toda a diversão interminável, há também uma promessa para alguém, uma exibição completa de pensamentos e sentimentos pessoais; um lembrete para nunca pedir desculpas por quem você é. Sentimento suavizado através das névoas desoladas de memória e amor perdido.

Como o verão começa a brilhar diante de nós e as flores são derramadas das árvores exuberantes da primavera, o disco destila essa sensação de nostalgia para as tardes simples, onde esse rico sabor do primeiro amor sempre permanece o mais doce na memória. A triste reticência de uma guitarra sente-se como um raio de sol, como saudade derretida em música. O clímax das canções desaparece rapidamente em um pedaço agudo de emoção presa e é essa recusa de mais indulgência que preserva uma sensação de beleza fresca e passageira, um brilho que se torna tênue e brilhante, um amor ao mesmo tempo complexo e deliciosamente simples. Uma saudade boa. 

ABC Love e o Álbum do Prazer quer te levar ao êxtase

Idealizado pelo misterioso Gevard - um velho que, vez ou outra vaga pelas ruas em busca de novas emoções - o grupo acaba de lançar seu primeiro álbum, ABC Love e o Álbum do Prazer. O disco será apresentado na íntegra e ao vivo no dia 16 de setembro, sábado, no Estúdio Lâmina (São Paulo), a partir das 23h.

O som da banda traz sensações, é como se uma neblina rasa tomasse conta do espaço, transportando o ouvinte para uma sala de luz avermelhada, com sussurros e ecos. É esse o universo de ABC Love: vulgar e elegante, quente e sombrio. “Aqui, os opostos transam num equilíbrio hermético que só se torna possível onde não há culpas”, conta Gevard. Segundo ele, o Álbum do Prazer é um acerto de contas entre o amor e o sexo. “Todo desejo deve ser atendido. O prazer das profundezas deve ganhar a superfície, senão estaremos eternamente presos a ele”, completa. Com referências que vão de Serge Gainsbourg à Ariel Pink, de pornochanchada à Daft Punk, ABC Love e o Álbum do Prazer é um lançamento do selo paulistano Balaclava Records.

Nesse tom provocativo, o personagem Gevard rege sua obra questionando os padrões e o ser em faixas como “Modéle” e “Quem é você?”; montando roteiros trash porn em canções como “Noite Quente” e “Carne Viva” - ambas ganharam videoclipes com estética retrô - ou cenas elegantes como em “Le Petit Etoile” e “Caminhos do Prazer”. Bateria, cordas e teclas fazem uma mistura de amor e sexo. Momentos de pressão e conquista, outros de mistério e sutilezas, exigem que seu público trabalhe os tabus sem medo para apreciação total de um disco que é deliciosamente estranho. A única questão que restará no final é: quem é você?

Capa: Aline Paes 

Oruã - Sem Benção / Sem Crença

Foto: Igor Freitas Lima

Perdoando um pouco esse conceito não pensado, a maioria das músicas provavelmente pode se separar em três canais diferentes: ideias fictícias, pensamentos construídos depois e pensamentos capturados muito no momento. O disco de estreia da Oruã é uma coleção de músicas que agregam diversas possibilidades, as músicas foram construídas e, em seguida, embebidas no epicentro das experiências que as moldaram.

Uma das trilhas sonoras mais sutis para esta ponte entre o final do verão e além, o álbum é uma exibição tênue de músicas estranhas, aparentemente esculpidas na cabeça radiofônica de alguém e apresentada, delicadamente, aos que tiveram a sorte de tropeçar no brilho bonito que ressoa de dentro.

Gravado 99% no Escritório, 'Sem Benção / Sem Crença' é uma seta espinhosa, que parece entrar no quarto, proclamando tudo o que pode antes mesmo de começar a pensar sobre como tomar seus arredores. Criado como um registro que "procura tanto romantismo quanto trivialize o companheirismo e a introversão experimental", o empurrão-e-repuxo que essas noções alcançam está presente, as músicas ocasionalmente reclináveis ​​só para permitir momentos de respiração antes que eles se desviem de novo, desarmado e desequilibrado, e ainda mais atraente para isso.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Aeroplano - Animal Sensacional




























Quando você realmente pensa sobre isso, a música tem uma enorme quantidade de energia. De aumentar nossas emoções para nos fazer passar por dias ruins, trazendo-nos juntos e dizendo todas as coisas que não podemos, a música é uma força. E neste caso, a força da música está sendo usada para um bem completo. Aeroplano (Turnover Brasileiro) finalmente conseguiu lançar seu terceiro disco, Animal Sensacional.

"Ambos descreveram ao mesmo tempo como sempre foi março e sempre segunda-feira, e então eles entenderam que José Arcadio Buendía não era tão louco quanto a família, mas que ele era o único que tinha lucidez suficiente para sentir a verdade de o fato de que o tempo também tropeçou e teve acidentes e, portanto, pode se fragmentar e deixar um fragmento eternizado em uma sala ".
                                
                                    - Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão

Há esta regra ocasionalmente falada sobre a escrita da música que sugere que as revisões não deveriam ser abertamente pessoais, que elas deveriam preencher a lacuna entre o escritor e o ouvinte de uma maneira que seja aplicável a todos, mas ainda orgânicos e reais. Não é isso. Este sou eu, sentado em um lugar que eu estou aprendendo a chamar de casa, sozinho aqui pela primeira vez em muito tempo. Um lugar com paredes antigas que ainda não mapeei corretamente. Um lugar que hoje ainda é, e misterioso, o silêncio como um companheiro com o qual você não pode conversar, mas não pode ignorar. É o quarto dia de setembro e o sol está lá e vejo folhas que começaram a girar. Essa é a cena marcada, e eu estou aqui e em nenhum outro lugar, e talvez, agora, você está aqui também.

E então, de algum lugar em outro quarto,  o novo álbum da Aeroplano começa a vazar para este espaço, silenciosamente no início e, em seguida, aparentemente crescendo mais alto, pois ele se enraíza e forma, e encontra o caminho para mim; Esse vocal, tão ponderado com sentimento, se sente pronto para rachar a qualquer momento, deslocando a luz e a atmosfera em um instante, adornando a solidão existente com seu próprio poder suave; um desses momentos de descoberta que demoram por dias, como se fosse para você e para ninguém mais.

Mas foi feito para você também, e ‘Animal Sensacional’ veio ao mundo, um disco de dez faixas que apresentam magia adicional. Um registro pertinentemente, desafiadoramente ondulante, sua voz e visão crescem ainda mais significativas, não apenas um poder suave, mas uma inundação de pungência que entra nas rachaduras  daquelas placas na parede, que transforma essas folhas coloridas ainda mais opacas, que assume o espaço vazio existente.

Ouvir "Grãos" é um desenho instantâneo, um estrondo suave que gentilmente entra em vida; ‘’ Não há com que se preocupar, não se desespere... Tudo encontra o seu lugar, não se desespere... ‘’, Eric canta com uma destruição tangível. Em outros lugares, o deslumbrante tornado emocional empurra sua voz completamente para frente, um momento tênue de equilíbrio sustentado por sentimentos distantes, é um momento de isolamento que parece se afundar no éter depois de vinte seis minutos.

Um empreendimento pessoal, forte e muitas vezes esmagador, "Animal Sensacional" é uma coleção notável de músicas, o tipo de lançamento silencioso que parece reunir sua força de outro lado inteiramente; uma lembrança esmeril e emocionante do verdadeiro poder da vulnerabilidade e sensibilidade. 

Foto: Tita Padilha / Capa: Lucas Pereira 

Lançamento | Herod Plays Kraftwerk: Banda brasileira lança álbum-tributo aos alemães















Vida e obra do Kraftwerk constituem pilares essenciais na história da música eletrônica, do rock e da cultura pop. Justamente pela influência ampla, os alemães são cotados como marco da modernidade e do futurismo até hoje - mesmo que lá se vão quase 50 anos desde o primeiro álbum, Kraftwerk, lançado em 1970. Atravessando o tempo, a geografia e os estilos, 2017 deixa claro que este legado continua a inspirar com o lançamento de Herod Plays Kraftwerk, álbum-tributo produzido pela Herod, banda paulistana de post-rock.

Uma síntese das fases entre Autobahn (1974) e The Man Machine (1978), este compilado de sete faixas não apenas homenageia Kraftwerk como serve também de prova para o experimentalismo da Herod, que recriou para guitarra, baixo e bateria a linguagem dos sintetizadores, teclados e bateria eletrônica. Reunidos em estúdio por mais de um ano até terminar o álbum, foram horas testando efeitos e medindo essências: noise, drone metal, post-rock, indie, krautrock.

Gravado na época que a Herod contava com três guitarras, a parede de compressão e dissonância deu uma densidade extra às interpretações, que ainda foram acrescidas de efeitos de guitarra e voz. “The Hall of Mirrors” utiliza cítara para recriar uma das linhas do sintetizador dando excentricidade bem peculiar à versão.   

Testado ao vivo algumas vezes em 2016, o repertório do álbum funciona tanto para uma audição de fones cuidadosa quanto para as apresentações no palco. Um exercício de criatividade, Herod Plays Kraftwerk é uma peça além do tempo/espaço de cada uma das bandas e carrega o suficiente para agradar o público de ambas.  

Herod é Daniel Ribeiro (guitarra), Sacha Ferreira (guitarra), Elson Barbosa (baixo) e Bruno Duarte (bateria).


Herod Plays Kraftwerk chegou às plataformas digitais no dia primeiro de setembro. Por questões autorais, o álbum não ficará disponível para download.

Tracklist:
1. "Kometenmelodie 1" (Autobahn, 1974)
Versão "drone metal". Influências de Sunn O))) e Earth
2. "Kometenmelodie 2" (Autobahn, 1974)
Versão pesada e rápida. Influências de Mogwai e kraut-rock nos solos
3. "Antenna" (Radioactivity, 1975)
Versão barulhenta. Influências de noise rock
4. "Radioactivity" (Radioactivity, 1975)
Versão post-rock clássico. Influências de Mogwai
5. "The Model" (The Man Machine, 1978)
Versão indie anos 90. Influências de Sonic Youth, Pixies, Dinosaur Jr
6. "The Hall of Mirrors" (Trans-Europe Express, 1977)
Versão pesada e lenta. Influências de Om, Mogwai, Godspeed You! Black Emperor
7. "Autobahn" (Autobahn, 1974)
Versão de quase 20 minutos. Trechos com influências de noise-rock, Swans, Sigur Rós, Mogwai, Godspeed You! Black Emperor - e carrinhos!

Ficha técnica:
Todas as canções compostas por Kraftwerk, rearranjadas por Herod.
Bruno Duarte - bateria
Daniel Ribeiro - guitarra e vocal em “Antenna”, “Radioactivity” e “Autobahn”
Elson Barbosa - baixo
Lucas Lippaus – guitarra
Sacha Ferreira - guitarra e vocal em “The Model” e “The Hall of Mirrors”
Luciano Sallun - cítara em “The Hall of Mirrors”
Gravado no Family Mob Studios (SP), por Hugo Silva
Mix e master no Estúdio Abacateiro, por Samuel Braga
Arte da capa: Rafael Nascimento @ Escaphandro
Arte dos singles “Antenna” e “Radioactivity”: Julian Fisch

Lara Aufranc pede "Passagem" com novos single e clipe

Foto: José de Holanda

É chegada a hora de se desprender do passado e navegar por mares mais ousados. A viagem, sob o comando da cantora e compositora Lara Aufranc, nos carrega para o álbum “Passagem”, o segundo da carreira da artista paulistana. Abrindo caminhos para o disco ela lança a faixa-título, uma introdução para o novo trabalho – desta vez assinado diretamente pela artista, que “encara o próprio sobrenome” sem a presença dos Ultraleves.

O single fala sobre o movimento da cidade, o deslocamento de pessoas e vontades. Numa cidade como São Paulo, o fluxo urbano é constante, circular, e inesgotável. Pessoas perseguem seus sonhos e desejos, ao mesmo tempo em que a sociedade procura encaixá-las em seus padrões. Musicalmente, "Passagem" é a faixa de ligação entre o álbum anterior (Em Boa Hora) e o novo trabalho, transitando naturalmente do piano e voz da MPB para os  sintetizadores e guitarras ruidosas do rock.

Inspirado em filmes soviéticos da década de 20 (”Aelita, a Rainha de Marte” e "Um Homem com uma Câmera”) o videoclipe retrata a cidade como uma máquina, uma engrenagem formada por pessoas. O clipe acompanha a saga de Lara em meio ao fluxo urbano numa São Paulo cinzenta, mas efervescente. “Existe uma solidão no movimento circular e repetitivo das cidades, ao mesmo tempo em que estamos cercados de gente." comenta Lara.

O clipe foi realizado pela EdMadeira Filmes, dirigido e fotografado por Freddy Leal. A cantora assina o roteiro, a edição e a produção do projeto. A estreia marca também o novo momento da artista, que abandona a persona Lara e os Ultraleves para assumir seu nome, Lara Aufranc. Naturalmente introvertida, ela enxerga em seu antigo nome de trabalho uma proteção que deixou de ser necessária. Hoje a artista coloca-se de frente, pronta para dar voz a sons poéticos e viscerais.

Lara Aufranc
Cantora e compositora, Lara Aufranc transita entre a música, a performance e as artes visuais - tem formação em Cinema e Artes do Corpo. A artista despontou como um dos nomes mais promissores da nova música brasileira em 2015 após o lançamento do disco “Em Boa Hora”. Influenciada por artistas consagrados como Tom Waits, Elza Soares, Beck e Tom Zé, mas também contemporâneos como O Terno, Tulipa Ruiz, Devendra Banhart, e Metá Metá, a música de Lara Aufranc é um convite ao universo musical ora retrô, ora contemporâneo, da artista.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Frida lança o clipe de "Quando o Amor Acaba"

Foto: Globs Pereira Fotografia

Após a indicação de seu álbum de estreia no Prêmio Açorianos de Música em 2015, Frida lançou os singles de “De Olhos Fechados” e “Pena de Mim”, gravados nos Estados Unidos durante o projeto Converse Rubber Tracks Worldwide em 2016, com a produção de David Minehan (Aerosmith, Replacements).

Lançando o novo clipe “Quando O Amor Acaba”, o grupo trabalha em novas composições e anuncia novo álbum para 2018.

Frida é Sandro Silveira (guitarra e voz), Andriel Cimino (guitarra), Marcelo Acosta (piano/synths) Vinicius Braga (baixo) e Luis Mausolff (bateria).

Pacamã - Antes Aqui Era Tudo Mato





















Que formas pode levar o prazer? É exclusivamente a província de serenidade e pensamentos felizes? Ou é possível que o confronto político e o desconforto sejam ainda mais poderosos para provocar prazer? Se houver algo que une a música é a ideia de que a beleza estética e a diversão podem vir de lugares improváveis ​​e de fontes estranhas, seja os sons arquivísticos dos protestos ou o de uma máquina de lavar. Talvez o ímpeto da música experimental seja desafiar tudo.

Antes Aqui Era Tudo Mato funciona como um "catálogo de fotografias", uma estranha descrição para um laboratório corporativo de instintos sonoros. Suas composições nostálgicas e suaves devem ser como pequenos instantâneos que evocam reminiscências e anseios. A experiência de audição que ele oferece no inverno muitas vezes se sente extremamente tátil e o clima é exuberante e úmido e sonhador. E ele faz algo que parece tão improvável com laços de melodias e ruídos cruéis, ele oferece músicas de amor cotidiano que só acontecem para tocar seus ouvidos.

O disco da Pacamã é tudo sobre dividir os átomos dentro das músicas, rompendo todos os elementos sônicos para que eles se separem enquanto ainda se sobrepõem. Na dislexia experimental você pode assistir as músicas se fundirem e se desconectarem em tempo real. Cada momento se sente como um estado alterado, e a maioria deles também induzem a mudar sua perspectiva sobre o que exatamente constitui uma música. 

Capa: Thiago Mata

[Lançamento]: Electric Lo Fi Seresta, Interstellar Motel Radio







































Existem certas bandas que, quando as ouço pela primeira vez, posso dizer imediatamente "PQP, definitivamente". De alguma forma, algo simplesmente clica imediatamente, e eu quero ouvir tudo o que eles têm. Tal foi o caso ao ouvir Interstellar Motel Radio da ELS.

Concebido inicialmente como um projeto paralelo de Guilherme Almeida - vocalista e guitarrista da veterana banda indie carioca The John Candy - o Electric Lo-Fi Seresta traz em Interstellar Motel Radio algo que o título já insinua: oito canções variadas com um certo apelo pop e angustiado nas melodias, com texturas atmosféricas e harmonias etéreas que remetem a alguma estação de rádio AM imaginária, cuja frequência teria se perdido em interferências de alguma estação espacial alienígena. 

Como "See You Again" fecha o álbum, fica claro que esta é uma ótima banda para ouvir sozinha em um dia caloroso. Seus sentimentos descontraídos e reflexivos são perfeitos se de repente você se encontra tendo "outro dia extra" em suas mãos.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Enema Noise - Eventos Inevitáveis

Foto: Jonas Barbilhos

Às vezes, pode ser um pouco conveniente demais. O trabalho artístico, o nome da banda, as influências... Oh, você é um adolescente fazendo música no seu quarto? Oh, você se chama Enema Noise? Oh, você soa como Fugazi, The Dismemberment Plan e Crystal Antlers ?! Ocasionalmente, no entanto, o cerne está bem e verdadeiramente no nosso rosto, pois o que se segue revela-se realmente muito bom, de fato ...

Eventos Inevitáveis é todas essas coisas acima, mas, afinal, muito mais. O novo disco da Enema Noise é uma explosão inquieta, impulsiva e completamente contagiosa de rock de garagem cru com auxílios do post-hardcore que pode simplesmente varrer você. Gravado como a antítese para sua cena local de Brasília, a banda criou uma pequena joia , todas as linhas de guitarra e os vocais granulados  que rasgam o coração dessas dez músicas.

Desenvolvido para uma camada revestida com doces tão doces como um pedaço de rocha. A boa notícia - não importa o seu sabor confitado de escolha, o lançamento é tão singularmente bonito que é provável que encante qualquer pessoa com gula ou apenas uma propensão ao barulho.






































TAUNTING GLACIERS LANÇA VIDEOCLIPE E ANUNCIA NOVO EP

Foto: Roberto de Lucena

A banda catarinense Taunting Glaciers divulgou nesta segunda-feira (28) o videoclipe de "The Swan Song", que faz parte do EP digital “Eulogy Maker / The Swan Song”, que será lançado pela gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB) no próximo mês.

O videoclipe foi feito pelo casal de integrantes da Taunting Glaciers, Roberto de Lucena e Lola Belli. As belas imagens que compõem “The Swan Song” foram gravadas em uma fazenda em Benedito Novo, município que fica a 70 quilômetros de Blumenau. O local também foi cenário para a gravação das duas faixas presentes no novo EP. “Para mim é um vídeo especial, porque conta pela primeira vez com a participação do nosso filho, o Dodô. As imagens e a edição são bem despretensiosas, mas combinam com a simplicidade da gravação, que foi feita apenas em dois canais”, explica Roberto.

O vocalista conta ainda que a letra de “The Swan Song" é uma reflexão sobre como dar continuidade à banda, tendo em vista todas as dificuldades que o projeto apresenta. Segundo Roberto, a faixa também revela um novo caminho para a Taunting Glaciers. “Uma sonoridade diferente que vem mais de encontro ao momento que vivemos hoje, desde pessoalmente até em relação ao que estamos escutando. Novas composições já estão tomando forma, mas por ora vamos aproveitar a energia desse lançamento para fechar esse ciclo da forma mais sincera e positiva”.






























segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Youth Veins - In-Between





































Durante a minha pausa para o almoço no local de trabalho, abri meu telefone, dei play nesse disco e escrevi aleatoriamente um monte de palavras sobre o que eu faria se pudesse viajar no tempo. O primeiro pensamento que eu tive era voltar no tempo para ir a um monte de shows anteriores de minhas bandas favoritas. Não seria ótimo? Embora, se todos pudessem viajar no tempo, eles fariam o mesmo? A outra ideia era fazer uma versão mais jovem de mim mesmo e ouvir muitas músicas de décadas passadas. É muito interessante quando ouço músicas que imediatamente me descrevem em ocasiões da minha vida. ‘’In-Between’’ é cheio de canções como esta.

Eu não sou ingênuo o suficiente para acreditar que ouvir este álbum enquanto eu fosse mais jovem teria enviado minha vida em espiral na direção que me levaria a uns anos  mais felizes; Algumas músicas tocam acordes pessoais muito fortes. Dez anos atrás, 21 anos de idade, eu era exatamente o que a música da Youth Veins descreve. Uma mistura de ansiedade social e acreditar plenamente que há algo de errado com você por não querer ser tão social quanto todos os outros. É imediato - faz você perceber que você não está sozinho - que isso acontece com outras pessoas.  

Relativo é uma palavra que aparece várias vezes enquanto você escuta isso. Há muita dúvida sobre si mesmo, segundo adivinhar e fazer uma visão muito pessimista por padrão. A faixa de abertura poderia se chamar: "Mas você está provavelmente errado", seguido do título do álbum: "Você pode estar certo". Mas, em seguida, há um toque de afirmação positiva em que você começa a olhar para trás em períodos mais escuros e se surpreender com o porquê de eles terem um controle tão forte em você.

O álbum tem esta pequena  mini-guerra comemorando as pequenas vitórias sobre a apatia e o pessimismo com otimismo realista. Enquanto a maioria das letras se sente como se estivessem aborrecedoras - a expressão ímpar da frase e a natureza geral indie-pop da música ainda encoraja a continuar. Mesmo as músicas mais lentas se sente que são comentários razoáveis ​​sobre a vida e a interação social, ainda há o ligeiro otimismo da aceitação. Mais uma vez, há aspectos relacionáveis , é um sábio conselho ou, pelo menos, um aceno na direção certa.

‘’ Pra esse primeiro EP nos preocupamos muito com detalhes, tentamos fazer algo que tivesse diversas camadas se sobrepondo de modo delicado e preciso, sem que a música perdesse sua característica introspectiva. Nosso maior desafio era não deixá-la confusa. Até mesmo a nossa música mais curta (Control) traz uma profundidade de detalhes que aparecem por todo EP, como ambientações, ruídos e efeitos. ’’

O disco toca com emoção no momento certo para caber o tom que a banda quer transmitir. Ocasionalmente, as participações especiais contribuíram para contrastar algumas das letras mais duras e honestas que o vocal canta. Como se houvesse uma influência calmante sobre a sensação do álbum que leva à aceitação acima mencionada. 

‘’ A realização do EP contou com duas participações especiais. A primeira foi de Ana Clara, é dela a voz da faixa intitulada 'Unvarnished', a segunda participação foi de Andro Baudelaire, em 'Echo'. O EP foi gravado, mixado e masterizado pela própria banda em conjunto com Andro Baudelaire.’’ 

Isso liga a mensagem da primeira música: as coisas podem se sentir mal por padrão, mas ainda há o fato de que ainda há boas no mundo. É por isso que este álbum acaba sendo mais positivo do que o primeiro pensamento e vale a pena ouvir.

Provavelmente estou errado, mas posso estar certo.

Sick - Para Uso Recreativo

Foto: Olívia Franco

Sick é um quarteto de Uberlândia e criadores de algumas melodias subliminarmente sublimes, sem vocais. Agora, pessoalmente, eu posso lutar com a música instrumental, não devido à necessidade de ter algo para cantar, mas em si é um instrumento que sempre acrescenta uma camada vital à música.

Felizmente, Sick é muito bom e faz todo o aspecto "instrumental" maravilhosamente, devido a várias razões. Eles têm uma encantadora mistura delicada de complexidades entre guitarras e eles levam uma eternidade para chegar lá. Não existe uma dinâmica muito lenta no seu som, pois, em vez disso, Sick vai de um lado para o outro com a emoção sempre resplandecendo em tudo. Mesmo com as duas faixas " Le Pont " e " Gonda " sendo bastante longas (a primeira beirando oito minutos), elas não ficam evasivas; Um empecilho comum com post-rock instrumental.

O novo trabalho da banda é iminente – Para Uso Recreativo foi lançado no dia 18 de agosto - e estamos muito satisfeitos em compartilhar com você hoje. Conduzido por um brilho de guitarra discreto e instantaneamente evocativo, produzindo um tributário impressionante e sensível no mesmo momento em que você espera que tudo pareça realmente decolar. Um momento indelevelmente bonito com o toque gracioso e a intensidade ardente de Explosions In The Sky na sua forma mais refinada.

Tão cheio quanto esperamos, o disco é uma seta ardente, muitas vezes jubilosa, de math post-rock que rasga seus minutos com melodias ricas e radiantes e uma proposital e florescente energia que quase não quer deixa você cair para baixo. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

The Sorry Shop - Softspoken























Depois de quatro anos de hiato, saiu, finalmente, o terceiro disco completo da The Sorry Shop. Baseado em uma estética Dream Pop, mas flertando com os elementos mais icônicos do Shoegaze, “Softspoken”, o mais novo álbum da banda, é um sopro leve e ruidoso. O leve paquiderme desfocado da capa, assinada pela talentosa Meire Todão, sumariza a ideia principal do disco: Mesmo com todo peso do mundo é possível flutuar.

Softspoken é um abrigo secreto longe do banal, um lugar de solidão e anseio nostálgico. Meticulosamente criada ao longo de alguns bons anos, o disco é um chamado de clarão para a floresta ancestral que adorna a sonoridade expansiva da banda. Felizmente, a música, como está, supera o (s) criador (es) e o que a The Sorry Shop deixa para trás é um registro majestoso que mais justifica cada segundo que passamos  ouvindo.

Seja administrando marés de dream-pop ou momentos de elegância indeléveis, The Sorry Shop soa como uma banda completamente confortável em sua própria pele, tão feliz por deixar tudo correr como deve ser seguindo seu fluxo natural.

Apesar da opacidade de sua exibição inicial, há algo confundidamente pessoal sobre o disco. Embora derive muito do seu conteúdo do surreal, ele é tão profundo porque é tão obviamente humano. É o dolorido derivado da apatia da modernidade, um dedo rastreando implacavelmente uma fenda na parede do quarto, uma camada de poeira que obscurece os rostos em uma foto. Como uma trilha sonora para esta documentação de angústia e mundanidade é cativante e inabalável. Como uma conquista artística, é incrivelmente surpreendente.


Acemira - Trio carioca prepara lançamento do seu primeiro EP

























Acemira surgiu no final de 2016, na cidade de Volta Redonda/RJ, com 2 singles que foram lançados este ano, o trio está em processo de gravação e produção do seu primeiro EP, com previsão de lançamento até Setembro e alguns shows marcados até Agosto na cidade e região Sul Fluminese do estado do Rio.

‘’Nosso som se caracteriza pela influência de bandas internacionais como Arctic Monkeys, Radiohead e bandas nacionais como Scalene, Supercombo e Ego Kill Talent, porém, com nossa característica única nos timbres, composições e melodias com letras abordando questões da vida moderna como questionamento existencial, ansiedade, relações humanas, numa linha tênue entre o rock underground alternativo e o indie rock.’’

Ouça os singles 'A Resposta' / 'Castelo de Areia'

 

LANÇAMENTO NVS - CASA



























"Casa é o retrato de uma das dualidades mais interessantes que já conheci. Gabriel Novais é uma pessoa que, como muitos de nós, não consegue se desligar do seu passado mesmo com os pés firmes no seu presente; morador de João Pessoa e natural de Fortaleza, viagens constantes entre as duas cidades são lugar comum desde que ele se mudou, em 2015. No seu primeiro lançamento solo, o artista fala abertamente sobre suas vontades e medos, além do efeito que sua vida no meio de capitais causa nas pessoas ao seu redor.

O EP é caracterizado pelo som eletrônico, uma surpresa em comparação à banda onde tocamos juntos, mas definitivamente dentro do seu campo de capacidade, fazendo uso dos artifícios providos pelos softwares de gravação com um domínio que sugere uma experiência bem sucedida. Com 18 minutos, "Casa" tem uma natureza cíclica em sua viagem pelo Nordeste e, na verdade, deixa os ouvintes com vontade de saber pra onde Gabriel Novais pode ir em seguida."

Release por Vitor Figueiredo 
Fotos por Beatrix Cardoso

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pernambucanos da Kalouv antecipam o próximo disco com vídeo ao vivo

Kalouv e Bruno Giorgi por Hannah Carvalho

 A dez dias de encerrar a campanha de financiamento coletivo do próximo disco, “Elã”, a banda pernambucana Kalouv divulga sessão ao vivo apresentando uma música que estará presente no álbum. Gravado no Estúdio Casona, o vídeo mostra a sintonia que há entre os músicos, e o resultado é uma sonoridade fluida. O rock instrumental dos rapazes alcança uma nova fase neste trabalho, que traz influência de jogos eletrônicos e transfere uma identidade renovada às composições.

"Essa foi uma das primeiras músicas que surgiram nessa nova fase. Tocamos em vários shows e sempre tivemos uma resposta bem legal do público. Durante o desenvolvimento de Elã, revisitamos a composição e surgiu um novo arranjo, que a gente já apresenta nesse vídeo. A faixa é inspirada na vibe do jogo Hotline Miami e em outros games retrô. Muito do que a gente tem feito nos últimos tempos é influenciado por nossa vivência jogando videogame. E nessa canção há uma referência direta a esse universo", conta Túlio Albuquerque.

O novo universo que se abre para a Kalouv também demonstra um amadurecimento da banda. Em “Elã”, eles trabalham com Bruno Giorgi, um dos mais promissores produtores musicais da nova geração, e que assina premiados discos de artistas como Lenine, Vitor Araújo e Baleia. Bruno foi o responsável pela gravação, edição de áudio e mixagem desta sessão ao vivo, que também contou com imagens de Hannah Carvalho (Bands on Frame, PWR Records), e edição de Vitor Daniel (Capitão Ahab), Saulo Mesquita e Túlio Alburquerque.

Fundada em 2010 na cidade de Recife, a Kalouv é composta - além de Túlio - por Basílio Queiroz (baixo), Bruno Saraiva (teclado), Saulo Mesquita (guitarra) e Rennar Pires (bateria) e já passou por palcos e festivais importantes como Abril pro Rock, Festival de Inverno de Garanhuns, Festival DoSol e Prata da Casa, projeto do Sesc Pompeia/SP. A discografia da Kalouv, muito bem recebida pela crítica especializada, conta com dois álbuns (“Sky Swimmer”, de 2011 e “Pluvero”, de 2014) e o compacto “Planar Sobre Invisível”, com faixas gravadas dentro do projeto Converse Rubber Tracks.

Para o próximo disco, a banda segue em campanha de financiamento coletivo para tornar “Elã” realidade com a ajuda dos fãs. É possível investir em https://www.catarse.me/kalouv.

Ficha técnica:
Gravado no Estúdio Casona
Gravação, edição de áudio e mixagem por Bruno Giorgi
Imagens por Hannah Carvalho e Kalouv
Editado por Vitor Daniel (Capitão Ahab), Saulo Mesquita e Túlio Albuquerque

2 Foto: Bruno Giorgi por Hannah Carvalho




























quarta-feira, 16 de agosto de 2017

TEMPLA LANÇA 'INVERNO'

























A Templa, trio de Florianópolis (SC) formado por Felipe Melo (guitarra e voz), José Neto (baixo e backing vocals) e João Mateus da Rosa (bateria), comemora dois anos lançando novo trabalho.

Em 2016, a banda lançou o EP “Vícios, Livros, Dores & Cores” no teatro Sesc Prainha, além de circular pelos principais palcos da cena independente da grande Florianópolis, sem nunca abandonar o trabalho em novas canções.

Deste processo entre shows e novos sons, nasceu "Inverno" com uma sonoridade um pouco mais nostálgica e noturna, assim como as letras mais maduras e reflexivas.

A soma dos dois trabalhos garante uma experiência única a quem já conhece a Templa, e uma outra oportunidade aos novos ouvintes.

Fotos: Márcio Henrique Martins

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Theuzitz lança música nova em apresentação ao vivo: ouça “Saída-chegada-saída”

Foto: Ana Claudia Caixeta

O registro ao vivo foi feito pelo coletivo Amarrilha na ultima apresentação de Theuzitz em São Carlos (SP) com as bandas Quasar (SP) e máquinas (CE).

A turnê do disco Peso das Coisas (ouça aqui) segue em São Paulo com R. Diaz em 19/08 e vai pela primeira vez a Curitiba dia 25 do mesmo mês com Rawph e UnbelievableThings.

sábado, 12 de agosto de 2017

Misteriosa A Band Called Love se revela mais em "Noite Quente"


Quem é você? Essa é a pergunta que ecoa na cabeça de quem escuta A Band Called Love pela primeira vez. O projeto-banda de identidade não revelada, mas nuances de sensualidade trash que lembram um Serge Giansburg decadente, mostra um pouco mais de seu universo obscuro e espevitado com o clipe de Noite Quente.

Me conduz pelo tato/ Me sente diferente/ Em você eu mato minha sede. Noite Quente dialoga com os sentidos e o jogo de prazeres entre duas pessoas. “Ela investiga onde o desejo procura se saciar”, releva Gevard, a figura que vaga por becos e seduz sob o domínio de ABC Love. Nos momentos em que as poucas notas da canção são distorcidas por quebras harmônicas é possível perceber a procura pelo novo, “como o corpo buscando um canto inédito”.

O clipe, que foi exibido durante o Music Video Festival, em São Paulo, é inspirado na estética mondo films, também conhecida como shockumentary - documentários B com temas polêmicos. Enquanto a banda toca num salão qualquer, imagens do filme Topless Mondo (1966), de Russ Weiss, mostram a popularização do topless em São Francisco, Califórnia. A direção do videoclipe é assinada por ABC.

Noite Quente estará no álbum de estreia da banda, ABC Love e o Álbum do Prazer, que será lançado pelo selo paulistano Balaclava Records no segundo semestre de 2017. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

BIKE lança clipe de A Divina Máquina Voadora com imagens da turnê pela europa

Foto: Prema Goet

Como o nome sugere, a banda BIKE é viajante. Desde o lançamento do álbum de estreia, “1943” , o grupo fez mais de 100 shows em 15 estados brasileiros - entre festivais de grande porte e shows em pequenos palcos - enquanto chamava atenção da mídia nacional e internacional (com o lançamento da música "Enigma do Dente Falso" pelo selo 30th Century Records,​ do produtor Danger Mouse). Com Em Busca da Viagem Eterna (2017), segundo disco da carreira, BIKE pedalou mais longe rumo à primeira turnê internacional: foram 15 shows entre 4 países da Europa, incluindo duas apresentações no prestigiado festival Primavera Sound, em Barcelona. De volta ao país, eles se apresentam no teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo, no dia 18 de agosto, às 21h, mostrando as faixas do último trabalho.

Ainda com os pés na psicodelia, mas explorando mais o lado rock (junto aos já reconhecíveis chilling mantras), “Em Busca da Viagem Eterna" traz uma sonoridade sensorial e leva o ouvinte a uma viagem cósmico-caótica, guiada por letras lisérgicas, guitarras reverberadas e cheias de delay. Durante a construção do álbum, um processo mais colaborativo também guiou a viagem da BIKE. “Tudo foi feito muito rápido, durante a estrada… Cada um ia mostrando o que ia fazendo e, quando dava, rolavam algumas jams”, diz o guitarrista Diego Xavier. Das experiências nasceram canções como “Enigma dos 12 Sapos” e “A Divina Máquina Voadora” - faixa que acaba de ganhar videoclipe gravado durante a turnê europeia.

Entre Portugal, Espanha, Escócia e Inglaterra a banda captou imagens de momentos singulares. “Estávamos curiosos pra saber o que achariam do nosso som em outros países e, também, pra conhecer culturas diferentes. Felizmente, tivemos um feedback positivo por cada lugar que passamos”, afirma o vocalista e guitarrista Julito. Dentre os destaques da turnê, Julito cita a receptividade no Reino Unido, onde conseguiram se sentir dentro de uma cena: “A mesma galera que produziu nosso show tinha feito o show dos australianos do King Gizzard and the Lizard Wizard um dia antes, foi realmente empolgante. Bristol também é incrível e tem muita banda boa saindo de lá, além de selos e festivais”.

A faixa escolhida para ilustrar o vídeo, “A Divina Máquina Voadora”, trata não só da magia de conhecer novos lugares, mas dos prazeres de retornar. Só quero ver onde vai dar/ Ir para bem longe/ Mas voltar. As imagens foram captadas por todos os integrantes da banda de seus telefones celulares, e editadas por Diego Xavier. Para o espetáculo do Sesc, além das músicas de “Em Busca da Viagem Eterna”, algumas faixas do "1943" serão apresentadas. A banda também irá se transformar em um sexteto especialmente para o show, contando com a presença da instrumentista, que assume uma terceira guitarra, Gabriela Deptulski (My Magical GLowing Lens) e das teclas de Danilo Sevalli (Hierofante Púrpura). Os próximos planos? “Faremos shows no ES, MG e várias cidades do Nordeste entre agosto e setembro, e seguiremos pelo Sul do país e interior de SP até dezembro, encerrando a turnê pra começar a gravar os novos trabalhos”. 2018 terá rodas.​

Foto: Luz Vermelha