domingo, 31 de agosto de 2014

Entrevista - The Tump

O Rock não precisa ser cabeça para fazer o ouvinte dançar, essa parece ser a tendência do duo The Tump.
Música sincera, dançante, suja, romântica, mas não menos sacana e provocadora. Em pouco tempo, a dupla abasteceu cabeças com seu arsenal de faixas que soam radiantes e joviais, em um cardápio de ritmos, batidas e arranjos desarranjados que são distribuídos aleatoriamente por cada instrumento manipulado por Bárbara Lobato e Alex Lima. Vale lembrar que a The Tump concorre ao prêmio Dynamite de Música Independente na categoria Revelação. Para votar, acesse o site: http://www.premiodynamite.com.br/
Aproveitamos essa onda sonora em torno da banda e fizemos uma entrevista via email, regada com muito bom humor, onomatopeia, inspirações, músicas dançantes e planos para o futuro. Confira abaixo esse papo furado.


Primeiramente, como surgiu a origem do nome The Tump? há um simbolismo ou uma história por trás disso tudo?

Então, o ''Lincão'', grande amigo nosso, nos batizou com esse nome. Ele nos disse que Tump era uma onomatopeia, que significava ''um baque, uma porrada, um barulho''. Pra não ficar vazio, adicionamos o The, então ficou The Tump ''O Barulho''.


Como e quando começou essa ''Gran Putada?''

Temos duvidas quanto ao tempo exato em que começamos.... Foi algo entre final de 2011, começo de 2012, quando saímos das antigas bandas e decidimos montar um duo.


Vocês são do interior do Pará, digam como funciona a cena independente por lá?

Não existe ''uma cena'' atualmente por lá... As bandas tocam, fazem os corres, mas o público é muito restrito a um gênero especifico de música. O velhoooo rock in roll rs.


Como é essa história de ''NO GUITARRISTAS?''

Começamos com esse lance por pirraça ou algo assim... e fomos ficando nessa brincadeira, sem acreditar muito. Acabamos gostando e driblando as limitações que as 4 cordas te dão.


Como funciona o processo de composição na banda? quais são as inspirações para letras tão debochadas e quentes?

Fazemos tudo de forma muito simples... normalmente, Alex faz as baterias e o baixo base, eu, o baixo riff, tecladinhos e voz... não seguindo uma ordem, claro. As inspirações vem do dia a dia... dos males de amor, do egoismo alheio... tudo bem escancarado, sem filtros... por isso as músicas podem variar tanto de tema, ou vibe.


A letra de ''Modern Lovers'' chama bastante atenção por ser atual e não só pela sonoridade colorida, mas pelo apelo hi-teck, quase um culto à tecnologia. É uma critica ao consumismo tecnológico ou só uma ferramenta do som de vocês?

Quando pensamos na letra, queríamos instigar sem sermos diretos de fato... então a interpretação ta ai... a letra pode falar de pessoas que amam seus aparelhinhos  modernos de forma saudável, existem pessoas que não conseguem viver sem, que se isolam do mundo real...
      

Vocês dois já passaram por outras bandas, isso ajudou a trazer maturidade ao som que hoje é trabalhando?

Não necessariamente, os sons eram outros, as influências eram outras... acho que essa paixão por músicas dançantes, sinthys... sempre foram paixões antigas. A aproximação amorosa nos apresentou essas afinidades musicais.


Eletro rock, Noise pop, Chillwave, Punk experimental... até que ponto vocês acham importante que uma banda se paute por um determinado estilo para criar?

Olha, difícil apontar até que ponto... cada um vai até onde quer... no nosso caso, as influências não influenciam tanto. Claro que existem coisas que gostamos muito, e isso fica claro nas nossas músicas... mas por exemplo, posso citar B52's, Stooges, The Vines, MC5, como sendo influencias nossas. Tudo assim, na mesma linha. Nossas influências vem de coisas que nos despertam, independente do estilo.



Quais bandas, artistas, vocês tem ouvido ultimamente? recomendam quais?

Assim, eu sou mais reservado nas minhas playlists rsrs. Fico no arroz com feijão: The Cramps, The Who, The Clash, Iggy... claro que ouço varias outras coisas, mas elas não entram no meu celular, rs. Já a Bárbara é muito ''Bagaceira'' mesmo, e poe pra ouvir! cê encontra The Kills, Hip Hop, Alpine, Metronomy, Nina Simone e Leona, assassina vingativa na mesma playlist... Acho que podemos recomendar: Jessy Bulbo, a antiga banda dela Las Ultrasonicas... Alpine, Haim, Badhoney, Lust For Sexxx dentre outras...


Quais os planos para 2014? até o fim do ano rola um disco?

Então, iremos lançar um vinil até o final do ano, pelo selo ''Discosaoleo''. com 8 músicas, o disco irá se chamar ''LE - TAL''. Paralelo a isso, iremos começar a gravar um ''epzinho'' com 5 músicas inéditas, e um videoclipe, quem sabe.


Soundcloud:https://soundcloud.com/thetump
Twitter:https://twitter.com/thetumpbass

Rugas do Mar - ''Danse Serpentine''


Vindos de Curitiba, PR, Rugas do Mar é o projeto musical que deu origem ao projeto Chuva Imóvel. Como um anseio comum de partilhar novas experiências, novas sonoridades e novas percepções de velhas sonoridades, o Rugas do Mar surgiu como ''um por para fora'' as vivências ali colhidas por meio de guitarra, baixo e bateria. Enquanto a guitarra é dirigida pela sutileza perceptiva de Caio Nascimento, o baixo comunga a resistência e o desejo de páginas novas de Juliano Evangelista, restando por fim, a busca por um ritmo singular da bateria de Rodrigo F. Barbosa.

 




O trio trabalha isso de modo muito cru e sincero, como geralmente são as coisas boas da vida. Rugas do Mar como um riso resplendente dentro de cada membro é um anseio de sono com o impossível, simples e descompassado. Atualmente a banda trabalha na divulgação do seu novo EP, ''Danse Serpentine''.





sábado, 30 de agosto de 2014

''Be Around Me'' é o novo EP do Billy Negra

Billy Negra, banda nascida em Porto Alegre e radicada em São Paulo, mostra bem a que veio. É clara a variedade de influências que dão origem à sonoridade do quarteto, formado por André Schröder (bateria), Gabriela Kruter (vocal e guitarra), Gustavo Faraon (guitarra) e Anderson Lima (baixo). A inspiração vem do rock alternativo, rock clássico, um pouco de pop e jazz também. As músicas do EP são marcadas pela tomada de rumos inesperados, como a linha de baixo introdutório de ''Be Around Me'' e uma pausa, mais adiante, que desemboca num refrão difícil de não sair assoviando, além da mudança de andamento em ''Surprise'', que confere um clima completamente novo à canção.
As outras duas músicas - ''Crush (things to tell her)'' e ''Hey Hey'' - foram gravadas com uma formação anterior do Billy Negra, tendo Pedro Jansen no baixo.

 Apesar dessa mudança, fica evidente que a banda continuou seguindo a mesma direção, com os vocais dramáticos de Gabriela e os detalhes minuciosos e delicados da guitarra de Gustavo e da bateria de André. Acima de tudo, neste EP, o Billy Negra prova ser uma banda que faz questão de imprimir uma identidade muito própria naquilo que produz.
 
Soundcloud:https://soundcloud.com/billynegra
Youtube:https://www.youtube.com/user/billynegra

Ouça - Nicarägua80 ''Machild''

Nicarägua80  é um projeto independente de música acústica e eletrônica com elementos do indie, soul, ritmos latinos e uma pegada que lembra muito Mahmundi, doo doo doo, Dorgas, We Are Pirates, SZA, Cadu Tenório, entre outros. Formado pelos músicos Gabriel Miranda Turner e Miguel Costa, o duo acabou de soltar na rede o single, ''Machild'', pequeno relato do seu primeiro EP que brevemente ganhará vida.

Enquanto o prometido e aguardado EP da dupla não sai, você pode baixar na faixa o single ou comprar diretamente no Bandcamp dos caras. Recomendamos a audição.



Letras, voz, arranjos e programações: Gabriel Miranda Turner
Guitarra, backing vocals, arranjos, mixagem e programações: Miguel Costa
Download AQUI

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

FONES - Grunge de garage bem feito e proposital



Fones é um trio de Sorocaba - SP, mais especificamente da afastada região do Éden, zona industrial da cidade. O grupo (formado em março de 2012) é influenciado principalmente pelo cenário grunge e pelo rock de garagem nacional.

O primeiro EP dos caras, intitulado ''Revólver'', foi lançado oficialmente em agosto de 2012. O disco - que ganhou destaque nos principais veículos de música independente do pais na época - traz cinco faixas que versam sobre questões subjetivas do mundo contemporâneo. Com o objetivo de divulgar o registro, o trio tem tocado em diversas cidades do estado de São Paulo e se apresenta com frequência em festivais e bares da região de Sorocaba.

Recentemente o grupo foi indicado pela revista irlandesa U&l Music Magazine como uma das principais revelações do rock alternativo no Brasil em 2014. Ainda este ano, a banda prepara o lançamento do seu segundo EP, ''Minha Existência É um Crime'', e uma série de shows pelo interior do estado e capital. O trio garageiro planeja ainda uma turnê pelo Nordeste do país no fim do ano.

Para que curti Television, The Stooges, Pixies, Nirvana, The Who, The Cramps, Júpiter Maçã, Plebe Rude, Cachorro Grande... Fones é um prato cheio.
  

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Venus Volts - Post-it

Depois de ''Love is Outside'' e ''Join Us'', chegou a vez do novo single da Venus Volts ganhar o mundo.
A nova faixa que se chama ''Post-it'', ganhou um videoclipe muito bem trabalhado e estará no novo disco da banda chamado ''Keep Me Posted''. Antes mesmo do lançamento oficial do disco, a banda vai soltar mais um single. Venus Volts é um projeto que tem em sua frente o músico André Pellegrino (Pelle). Abaixo você confere a nova faixa com o vídeo.

 

Duplodeck - Preparando o caminho para o novo disco

O único consenso entre os integrantes da Duplodeck era a admiração por Jorge Ben, a imprensa chegou a chamá-los de Stereolab brasileiro, titulo insuficiente para definir sua sonoridade, que remete também a Pixies, Pavement, Comet Gain e Deerhoof, entre outros.

Nascida em Juiz de Fora, MG, a duplodeck existiu entre 2001 e 2005 - período em que compôs um vasto repertório, mas gravou apenas um EP que acabou sendo engavetado. Em 2011, a Pug Records disponibilizou o debut homônimo para download gratuito, além de prensar uma versão estendida em cassete. O lançamento incentivou o retorno da banda, que entre 2012 e 2013 gravou novas músicas para um disco cheio previsto para ser lançado nos próximos dias.
Enquanto o novo disco, Verões, não é lançado, a banda liberou  o single Brisa e as faixas Bom dia, Amor, Uns Braços e Verões para Streaming.
      

Streaminghttps://soundcloud.com/pugrecords
                   http://www.pugrecords.com/

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Turbo - Quarteto rajante libera o primeiro video/single do seu novo disco


Turbo é uma banda que faz jus ao seu nome, com um som poderoso e cheio de energia contagiante, esse quarteto liderado pelo carismático Camillo Royale está pronto para lançar seu novo disco, ''Eu Sou Spartacus'', que foi gravado em Gotemburgo (Suécia) e com produção de Chips Kiesbye (Hellacopters, Sahara Hotnights, Millencolin). O disco tem previsão de lançamento para outubro.

'''' é o primeiro single do disco que acabou ganhando um clipe bem suave e emocionante e foi dirigido e editado pela ex baixista da banda, Vanja von Sek. Longe de se perder na barulheira garageira, o primeiro registro do disco apresenta uma atmosfera semi-experimental e parece mostrar a própria ansiedade da banda em lançar seu novo trabalho. Abaixo você ouve e assiste o primeiro single da banda.

  

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Aeroplano - Banda paraense lança vídeo de ''Em Defesa da Família''

Depois de lançar em 2011 o seu primeiro álbum,''Voyage'', que teve a produção do mago goiano Gustavo Vazquez, o Aeroplano vem com um novo trabalho que serve como um divisor de águas na carreira do grupo. Em ''Ditadura da Felicidade'', a banda apresenta uma sonoridade mais enxuta e madura com acertos que vão das letras bem trabalhadas - melodias doces, suaves e serenas - ao instrumental bem harmonizado que deixa claro a competência, dinamismo, entrosamento e cumplicidade dos integrantes.

Um ano de produção e oito de estrada. Todo esse tempo resultou no segundo disco do Aeroplano, lançado em fevereiro de 2014, o disco é sobre a superação dos padrões de felicidade impostos e sobre a busca pela própria tranquilidade. O disco foi produzido por Diego Fadul no estúdio Ataque da Baleia e masterizado por Ivan Jangoux no Quarto Amarelo.

Um som um pouco mais técnico que mergulha em um mar de ditaduras impostas pela industria da beleza e seus mecanismos para conquistar ou maquiar a felicidade. O interessante de se ouvir o novo disco é a postura de banda adulta que, parece encaminhar o quinteto para um terreno fértil e renovado.
O uso das melodias e a comunhão perfeita dos instrumentos em uma escala dividida entre o tímido e o crescente, garantem ao disco o titulo de um dos melhores lançamentos de 2014, sem duvida.
O importante é viver em paz! Confira o Videoclipe de ''Em Defesa da Família''.  



Aeroplano é:
Eric Alvarenga - (Voz/Guitarra)
Felipe Dantas - (Bateria)
Bruno Almeida - (Baixo)
Erik Lopes - (Guitarra)
Diego Fadul - (Guitarra)
Baixe o disco em: http://www.aeroplano.mus.br/
Facebook: https://www.facebook.com/aeroplanorock?fref=ts
Soundcloud: https://soundcloud.com/aeroplano

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Amsteradio - Fight For Your Right ( To Samba) 2014






































Amsteradio é uma grata surpresa do underground carioca, a banda é formada pelos amigos Antonio Cheskis, Igor Duarte e Gabriel Franco. Tudo começou no final de 2010, quando os amigos de colégio resolveram forma uma banda com a proposta de reinventar ou ''originalizar'' um estilo tão batido como o Indie e suas vertentes. Depois de alguns EPs lançados, a banda recentemente lançou seu primeiro registro de estúdio, Fight For Your Right ( To Samba), com  letras que lembram muito seus conterrâneos do The Feitos.

O lance dos caras é bem simples: Se divertir e fazer música legal. A sonoridade crua e ácida mostra um grupo em processo de autoconhecimento e amadurecimento de seu trabalho ou não. As músicas falam do cotidiano dos jovens de uma forma  descompromissada e muitas vezes abusadas, tudo na dose exata e precisa.

Cansei de Menina Indie
''Tô chegando aos 20 / Cansei de menina indie / Ainda não ganhei de brinde / Uma Zooey Deschanel''.

- Superestação
''Eu vejo todos que fingem gostar / Das suas bandas alternativas e seus modelos de all star / Eles são tolos e afogam-se no mar / Imensos no seu jogo de azar''.

Faixa Última
''Todas as músicas que a gente ouve / Vão ficar bregas e os jovens não vão entender / Não vai ter nada pra dançar de noite / Só um monte de contas e jornal na tv....
Vamos olhar naquela foto antiga / Você sorrindo com a sua amiga / ''Cabelo estranho e roupa esquisita'' / Tenho certeza que é isso que vamos dizer...

Agora vou pegar o meu ipad / E mostrar músicas que você goste / Mas não me faz essa cara esnobe / O tempo vai passar e a gente vai perceber''.
        

domingo, 17 de agosto de 2014

Transmissor lança clipe oficial de '' DE LÁ NÃO ANDO SÓ''



O Transmissor é a forma que um bando de amigos chegando aos trinta anos encontraram para continuar se reunindo com frequência. É por ai mesmo. O mais bonito da história é que não é necessário conhecer pessoalmente a banda para sacar isso. Basta escutar. A grande influência do Transmissor não é sonora, é a amizade, o amor que eles têm um pelo outro.


Representante de Minas Gerais no mapa da nova música brasileira, a banda Transmissor lança o seu terceiro trabalho, ''De Lá Não Ando Só'', completando sete anos de carreira e com mais volume que nunca. Além de representar produção mais roqueira e guitarristica do grupo, com instrumental coeso e fortificado, a banda também cresceu de tamanho com a entrada do baixista Daniel Debarry, tornando-se um sexteto. A nova formação abriu a porta para novos timbres, frequências e possibilidades.

O novo álbum do Transmissor chega em momento de destaque no cenário nacional, já tendo circulado por todas as regiões do pais, reunindo fãs em diversas cidades e sendo convidado para projetos e coletâneas especiais. Entre elas estiveram o tributo ''Re-Trato'' aos Los Hermanos e o recente ''Ainda Somos os Mesmos'' em homenagem a Belchior. É também a primeira vez que o grupo convidou um produtor para o estúdio - Os dois primeiros álbuns haviam sido produzidos pelos próprios integrantes. O parceiro foi Carlos Eduardo Miranda, figura premiada das cenas rock e pop da música brasileira. Recentemente a banda lançou o Videoclipe para a faixa que dá nome ao disco e que conta com as participações ilustres de Sara não tem nome e Lina Margarina. Confira!

  

Download do disco em:http://www.transmissor.tv/

Transfusão Noise Records completa 10 anos de amor e rebeldia


As corporações ligadas à música sempre precisaram mistificar as coisas para manter seu mercado aquecido. E em outro extremo, não é raro ver selos alternativos com um discurso desencorajador mesmo quando supostamente tentam fomentar a produção independente. Nesse contexto, levar ao pé da letra o lema ''Faça Você Mesmo'' parece um absurdo, mas não para a Transfusão Noise Records, que está completando 10 anos em 2014. Os 70 discos e mais de 30 bandas agregadas são reflexo da insistência em gravar dentro de casa ou em estúdios de baixo orçamento, produzir seus próprios discos, fazer suas próprias capas, prensar em cd, cd-r, vinil, cassete, disponibilizar tudo gratuitamente em mp3, montar banquinhas, organizar shows, silkar camisas e por ai vai. A mensagem é simples: Faça canções, Grave discos, Não pare, Monte uma gravadora e Reúna seus amigos.


Gran Noise Family compila 16 faixas de discos do catálogo da Transfusão, funcionando como um best of da gravadora. O disco foi prensado na Europa e tem uma tiragem limitada de 300 cópias, sendo que as primeiras 40 cópias vêm acompanhadas de um pôster numerado a mão. Como lançamento do disco, uma série de shows especiais está prevista no Escritório ( sede da Transfusão) e também em algumas cidades de São Paulo, como Santo André, Cachoeira Paulista e capital.



Baixe o catálogo da transfusão emhttp://transfusaonoiserecords.bandcamp.com/


sábado, 16 de agosto de 2014

Medrar apresenta seu primeiro videoclipe

Desde o segundo semestre de 2013 a Medrar existe e surge com sua postura pós-punk em uma cena colossal que engloba sua cidade natal, Sorocaba em SP. Junção dos músicos Zé Aquiles, baterista das bandas Malditas Ovelhas e Meneio; Mya Machado, Ari Holtz e Sidan Rogozinski. A banda se apresenta como: ''Do sussurro ao grito desesperado, do caos harmônico à canção torta''. Suas letras dão conta do universo em expansão confinado em uma cabeça, um peito, um quarto. Vão do mais particular sentimento às impressões geradas por alguma andança pela multidão.

A banda tem uma forte inspiração no artista espanhol, Fofinski Dorado, o que acabou rendendo o nome da banda que tecnicamente significa Crescer. É interessante e curioso ouvir o quanto o caos se comporta de forma amistosa e corajosa no processo de colagem de sons inexatos que contribuem para o turbilhão musical que parece ser o principal alicerce do grupo. Combinação explosiva de som grosso, incerto e agressivo com arranjos sintéticos, anárquicos e voz torta, suja e doente. Isso pode muito bem descrever esse quarteto tanto em palco como em estúdio.


Medrar parece viver um processo de maturação, da procura da exatidão das melodias e formulas de sonoridade, procura pela maturidade de seu trabalho. Parcialmente linear, a faixa de seu futuro EP, Labirinto, mostra uma harmonia que reflete uma linha temática que orienta o grupo.
Longe de ser minimalista e hermético, medrar precisa de tempo para inclinar ou desconstruir o estilo que se propõe a trabalhar. Por enquanto, é apenas um resumo caótico pré ou pós-apocalíptico, nas que revela sua essência e um potencial assustador de tão bom e tão capaz de se reinventar.
    
    

Medrar é:
Ari Holtz: (Baixo)
Mya Machado: (Voz)
Sidan Rogozinski: (Guitarra/Voz)
Zé Aquiles: (Bateria)

Labirinto por: Marina Hungria
Links: https://soundcloud.com/medrarmusica
          https://www.facebook.com/medrartudo
          https://twitter.com/medrarmusica
          http://vimeo.com/medrar

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Victor e o Gramofone se prepara para lançar seu primeiro disco

Victor e o Gramofone é uma banda  de Piracicaba (SP),  que tem como objetivo fazer músicas simples e positivas, com musicalidade que inspire e, talvez até mesmo, provoque mudanças no ouvinte.
Simplicidade e o uso exato de ótimas melodias parecem ser a dinâmica do trabalho da banda que, com sua sonoridade estingante, parece desenvolver justamente para aquecer o ouvinte, fisgá-lo e acalentar em um misto de sensações e sentimentos. Unindo um pequeno arsenal de sons bem elaborados e um instrumental que se distingue do comum, do básico mesmo simples e excitante.

A banda começou em fevereiro de 2012 com Matheus Stockmann e Phill Prates. Os dois dois ficaram por volta de um ano ensaiando e arranjando, o que depois veio a ser o primeiro EP (que será lançado até o final de 2014). Em meados de 2013, Werllon Meira e Fabíola Peron vieram a completar a formação do grupo, e logo entraram no estúdio e também o processo de apresentar suas músicas para o público.





Com o objetivo de inspirar e causar mudanças nas pessoas, Victor e o Gramofone participou em 2013 do Playing For Change Day, evento que acontece no mundo todo e aconteceu em piracicaba, interior de são paulo, e foi produzido pela própria banda. Todo dinheiro arrecadado com o evento foi doado para a organização Playing For Change. Em 2014 a banda irá novamente promover este evento no dia 20 de setembro. Recentemente a Victor e o Gramofone concluiu e soltou na rede as 4 músicas que farão parte do seu primeiro EP, ainda sem nome, e com data de lançamento prevista para novembro de 2014.

Victor e o Gramofone é:
Matheus Stockmann- (Guitarra/Violão)
Phill Prates- (Bateria/Ukelele) 
Werllon Meira- (Baixo)
Fabíola Peron- (Vocal)

                      http://www.reverbnation.com/victoreogramofone/songs





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Voando com o novo lançamento da Mutuca Bacana

O som da Mutuca Bacana é um roteiro temperado. O grupo é, antes de mais nada, formado por compositores com a proposta antropofágica de experimentar. Assim, revezam instrumentos entre si, refletindo o clima dos encontros e um certo desapego por uma estrutura rígida. O produto final é, antes de tudo, uma busca. O equilíbrio é dinâmico e o resultado disso tudo é um liquido homogêneo, que não explicita influências mas cria climas e sensações. Guitarras, violão, flauta, bandolim, baixo, piano, sintetizadores, bateria e percussões são explorados, numa constante transformação.

A banda carioca surgiu após uma longa convivência musical em diversos projetos. Com o passar do tempo, as músicas tomaram forma e a brincadeira ganhou um nome, deixando de ser apenas ma simples e inevitável forma de expressão. Nasceu a Mutuca Bacana.

Formada por Christian Dias, Huan Valpassos, Luiza Lou, Rodrigo Pires e João Gabriel, a banda conta com dois EPs em sua bagagem flutuante. ''Mutuca Bacana'' (2011) e o recente ''Pós Tudo Pré Nada'' (2014), que foi lançado dia 04/08 de forma virtual e com show de lançamento para o dia 12/09 na Festa Labirinto, no The Maze Rio (RJ).

Aproveitamos para bater um papo com o músico Christian Dias sobre o novo trabalho e outras coisas que giram ao redor da Mutuca Bacana.

- ''Pós Tudo Pré Nada'' é o segundo EP da Mutuca Bacana, Filho mimado, Pós Tudo Pré Nada chega ao mundo depois de quase dois anos de trabalho. Disco feito de forma totalmente independente, produzido pela própria banda, gravado e mixado num recanto chamado Vargem Grande, no Rio de Janeiro.

    

Vamos começar pelo básico: Como surgiu a banda? Qual a origem do nome? Como apresentariam o seu som?

Abanda surgiu de maneira quase espontânea; eramos um grupo de amigos que se reunia com frequência  para tocar e compor. A faísca inicial foi uma música composta pelo Rodrigo Ribeiro e eu (Christian Dias), chamada ''Quatro Quadrados''. Gostamos muito da sonoridade que alcançamos e do clima que a letra passava, então procuramos compor coisas que tivessem uma certa sintonia com esse som. Ao logo do processo outros amigos contribuirão muito, com ideias e músicas novas, e isso foi fluindo naturalmente até um ponto em que já tínhamos um ''repertório'' considerável. Nesse momento começamos a pensar em transformar aquilo numa banda, mesmo, em quem tocaria qual instrumento, arranjos e assim por diante. Foi mais ou menos por ai que pensamos no nome ''Mutuca Bacana''. Essas palavras foram o resultado de um brainstorm coletivo que ninguém lembra com muitos detalhes... Queríamos algo sonoro e com humor. Fomos buscando palavras e combinações entre elas, cada um escrevendo mil sugestões, quase um mosaico, até que chegamos nesse. Foi o primeiro que agradou a todos.
Temos muita dificuldade em apresentar nosso som, em palavras, como quase toda banda. Gostamos muito das misturas entre estilos e sonoridades que começaram a ocorrer a partir dos anos 60, tanto no Brasil quanto fora. Nossa postura é que os estilos estão ai para brincarmos, acho que nossa preocupação é mais com a música em si, com o som, com a composição. Se ela está legal, se está divertida, se vai bem junto a letra, se estamos passando a mensagem que queríamos. Não importa muito se o compositor trouxe uma ideia para um baião, um tango ou um punk rock. A gente mastiga essa primeira semente e cria a nossa maneira de representar o estilo em questão. Pensamos muito nas músicas enquanto algo que tem uma unidade, como climas que tentamos expressar musicalmente.


Voltando ao inicio da carreira de vocês. Como surgiu a ideia de fazer uma banda que transforma loucura em versos e sons?

Pensando agora, eu diria que não foi bem uma ideia de fazer isso... Em nenhum momento ninguém teve um insight assim. Foi mais uma consequência de observar e tentar entender melhor o que nós já estávamos fazendo, de forma instintiva. No inicio a gente simplesmente pegava os instrumentos e tocava, não era uma coisa muito racionalizada, planejada, sabe? O importante era tocar e criar e se divertir com isso.


Qual a formação da Mutuca Bacana?

Ao longo dos anos passamos por algumas transformações. Hoje somos um quinteto, com Luiza Lou (voz, percussão e teclado), Christian Dias (guitarra, bandolim, voz), Huan Valpassos (teclado, guitarra, voz), João Gabriel Menezes (baixo) e Rodrigo Pires (bateria).


O que andam escutando ultimamente?

Acho que todos na banda escutam muitas coisas, variadas, por estudarmos música. Do erudito ao samba, aos hippies até as coisas mais modernas e eletrônicas. Eu tenho ouvido muito os primeiros discos da Gal, Di Melo, John Frusciante, Rodriguez, Funkadelic e Radiohead. Isso é muito do momento; semana que vem ou na outra já são outras coisas.


Como funciona o processo de composição da banda?

Na Mutuca nós sempre tivemos muitas composições em parceria, acho que em função desse inicio colaborativo e despretensioso. Normalmente alguém chega com uma letra, ou com uma harmonia, mostra ela pros outros, diz o que quer, que sentimento a canção traz. Mas cada caso é um caso; as vezes alguém chega com tudo pronto, sabendo exatamente o que quer.


Ouvindo a banda, percebe-se uma sonoridade dos anos setenta. Como é desenvolvido esse som dentro do mundo mutuca?

Essa sonoridade acaba transparecendo, por conta da formação musical que tivemos, em comum, e também da nossa afinidade enquanto público, pessoa, ouvinte. Mas na verdade não é algo que chega a ser desenvolvido dentro da banda. É mais uma coisa que está ali, presente, latente. Alguns de nós têm essa identificação com timbres, instrumentos, conceitos dessa época. De modo geral acho que os anos 60 e 70 foram um período muito rico, musicalmente, por todo o mundo. l acaba sempre ali, presente, mas de forma natural. Na verdade até nos preocupamos um pouco; não nos agrada muito a ideia de fazer um som retrô. Somos afetados pelo nosso tempo, por toda uma sorte de estímulos de todos os lugares, que, acredito, acabam se manifestando na nossa música também.


Sendo uma banda que transita nesse circuito, como vocês enxergam a cena musical independente atual?

Nossa percepção é de que há muita gente se mexendo, produzindo, criando e tendo resultados bem legais. Tanto em termos musicais quanto no sentido de eventos, divulgação, etc. A cena independente, graças à internet, te proporciona uma visibilidade e um contato mais direto com o público. Por outro lado, muitas vezes as condições são precárias e amadoras.


O que vocês pensam sobre as gravadoras? Hoje em dia é mais fácil ser uma banda independente?

Sobre as gravadoras, nossa visão é ''de fora'', pois nunca tivemos contato com nenhuma delas para tirar conclusões mais válidas. Sem dúvida, alguma parte de nós se interessa pela propaganda que as grandes gravadoras representam, no sentido de uma visibilidade enorme, estúdios profissionais, equipe, etc. Mas ao mesmo tempo, não ter que cumprir contratos nos dá muita liberdade. Sem dúvida hoje em dia é mais fácil trabalhar fora de uma gravadora por conta da internet. Criou-se uma espécie de classe média da música; você não precisa mais de um estúdio gigante e de uma gravadora para lançar, tocar e ser ouvido.


É la no Rio de Janeiro, Como funciona o cenário underground? Quais bandas indicam para o blog?

O Rio de Janeiro sofre muito pela falta de espaços apropriados. Muitos que eram interessantes fecharam. Nesse sentido, tem muita gente boa tocando na rua, em bares e casas bem underground. Acho que o fato de ser uma grande metrópole também acaba criando uma certa concorrência para os artistas que estão começando, pois quase toda semana temos shows de grandes nomes, shows internacionais, etc. Mas apesar da dificuldade, há muitas bandas adotando estratégias criativas, conseguindo seu espaço e sendo muito bem recebidas pelo público. Tem muitas bandas ótimas; Os Vulcânicos, Gente Estranha no Jardim, Beach Combers, Reflézia, O Padre dos Balões, para citar algumas.


O que dá pra contar sobre a gravação do segundo EP? há previsão de lançamento, números de músicas, formatos físicos, clipes, shows?

O lançamento foi ontem, 4 de agosto! Lançamento virtual, né. Hoje mesmo o ''Pós Tudo Pré Nada'' está disponível na internet, para streaming e download gratuito. Além disso, já temos data para o show de lançamento oficial do disco físico: dia 12 de setembro, na Festa Labirinto, no The Maze Rio. Assim como o primeiro EP, ''Mutuca Bacana'' (2011), o segundo traz cinco composições inéditas.


Para compor a melodia e sonoridade desse segundo disco, Quais foram as principais influências de vocês?

Acho que fomos muito influenciados pelas mudanças que o grupo viveu, pelo aprendizado de pegar a estrada, fazer muitos shows, perceber coisas que podiam melhorar, ganhar experiência, intimidade e entrosamento. O primeiro EP foi gravado quando a banda existia há poucos meses. Dessa vez já tínhamos em mente uma sonoridade, um conceito, conhecemos melhor as músicas, tivemos mais tempo em estúdio e, dessa forma pudemos experimentar mais.


O EP ficou com uma arte de capa muito foda. Quem idealizou o projeto gráfico?

A parte visual é muito importante para nós. Sempre fazemos uma geleia geral com ideias de todos e aos poucos vamos buscando convergências, filtrando e caminhando para algo mais concreto. Dessa vez a arte ficou por conta de duas artistas aqui do Rio, a Ingrid Bittar, que faz colagens maravilhosas e a Bárbara Gondar, que é designer e já fez muitos flyers para a gente. Acabou que descobrimos que uma colagem da Ingrid tinha quase todos elementos que tínhamos em mente, e a Bárbara adaptou para o formato do CD, fez a diagramação e os textos.

 
Qual é a expectativa da contribuição do público nesse novo trabalho?

Bem grande. Nesse contexto de independência o público tem uma função muito grande na divulgação e no retorno que a banda tem, tanto nas apresentações quanto na internet. Além disso, o carinho e a energia que recebemos são grandes motivadores para continuarmos produzindo.


Quais são os próximos passos da Mutuca Bacana?

Os próximos passos são fazer o ''Pós Tudo Pré Nada'' rodar o máximo possível, tanto pela divulgação como através de shows, além de fazer clipes para as músicas e seguir compondo e trabalhando. Até agora fizemos dois EP's, alguns videos e mais de sessenta shows. Acho que um álbum completo seria muito bem vindo! Músicas não faltam.  
            
  

Streaming e Download do novo disco:https://soundcloud.com/mutucabacana/sets/postudoprenada
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domingo, 3 de agosto de 2014

Entrevista - Onze perguntas para Iza Haber

A jovem mulher, Iza Haber começou cedo na música e ao longo desse processo, surgiu a Stigma. Banda que fez um certo barulho na cena roqueira paraense. Iza encontra no primeiro registro em carreira [quase] solo uma ruptura intencional em relação a sua antiga banda. Uma espécie de fuga de um cenário abastecido e anêmico por violões minimalistas, ruídos graves, sonoridade em tons menores, letras em inglês, poucos versos e bem longe da esparrela hiperbólica. Nessa primeira entrevista do blog, convidamos a simpática e talentosa Iza Haber para um bate-papo regado com muito mantra, originalidade, sumidade e pragmatismo.
Saca só..

Vamos começar com uma pergunta bem simples: Iza, apresente-se, diga como começou na música, projetos e outras coisas?

Você já me apresentou: Iza. Simples como o nome que uso. Existo em três vertentes, como as três letras do meu nome: MÃE de duas menina (Zoe e Alice); PROFESSORA e ARTISTA. Componho, canto e toco para ajudar na composição. Comecei na música desde que nasci, acho, mas as apresentações vieram quando tinha 15 anos. Desde o primeiro contato com o lado ''compromisso'' da música, não larguei.
Hoje tenho 30 anos de idade, 15 de ''carreira'' e um pouco de história pra contar.


Agora falando de Iza e Agregados, de onde surgiu a ideia de montar esse projeto?

Mesmo depois de encerrar o Stigma e ganhar minha primeira filha, continuei compondo de maneira despretensiosa e participando de músicas de amigos. Foi um deles, o Camillo Royalle, que meteu corda: Iza, tá na hora de meteres a cara e criares tua carreira solo. Como eu gosto de doidices, resolvi ver no que ia dar. Os agregados são os amigos que me acompanham. A ideia inicial era não ter banda, porque eu já não tinha paciência para lidar com chiliques e outras coisas desagradáveis de um conjunto musical, então, deixava isso claro aos meus convidados e dizia a eles que eram livres para participar enquanto houvesse tesão. Para minha sorte, mantenho um grupo fantástico de colegas e amigos que tão comigo nessa e não abrem.


Como é o seu processo criativo para compor músicas? no que você se inspira?

Não sei se tenho um processo criativo, isso parece receita, linha de produção. Tenho insights. Escrevo sobre tudo o que vivo e o que não vivo. O que me soar poético e interessante vira música. Sem qualquer intensão. As melodias surgem. Tem muita coisa que gosto, mas jogo fora porque não me convence. A música precisa me fazer feliz e dar tesão, do contrário, vai pro limbo.


De acordo com a discrição no Facebook, iza passeia em meio a diversos ritmos urbanos - Rock, Eletro-Rock, Eletrônico, Industrial, Pop, Punk, Metal - como você converte todas essas vertentes na sua música?

Essa descrição precisa ser trocada. Sim, de certa forma há esse passeio, mas ele é maior do que isso, vai para além do urbano. Considere-me uma espécie de flanêur musical. Ouço fados, jazz, lounge, industrial, Brody Dalle, Blur, Vive la Féte e tudo isto e ainda Mozart está na minha música. Nem pense em buscar ingredientes destes que citei (alguns podem até ter), busque a alma dos que falei. Passeio por ritmos e cadências que me agradem. Eles aparecem de acordo com o insight. As portas ficam abertas e passa o que na situação couber.


Qual a formação da banda que te acompanha (nomes dos integrantes e o que eles tocam) e como se deu essa relação de construir o disco?

Hoje meus parceiros são: Carlitos (batera- fiel escudeiro!!!), Raoni (baixo- o homem das imagens), Sabá (guitarra- o homem do solo e das vozes) e Ivan (guitarra- meu produtor musical principal). Não sei como se deu essa relação.... a gente se curtiu! Eles curtiram minhas composições e acho que foi isso. A construção do primeiro disco não foi tanto em conjunto, mas ajudou bastante o entrosamento nos arremates e transformações de algumas canções. Gosto pra caramba dos meninos que tocam comigo.


E o titulo, ''Música Popular Roqueira'', como foi pensado?

Antes de começar meu disco ( que primeiro era single, depois virou ep, até chegar em disco mesmo), eu estava ouvindo exaustivamente Vanessa da Matta ( Bicicletas, bolos e sei lá o que mais) e comecei a perceber que o CD dela e de muitos outros artistas da MPB traziam varias influências de ritmos brasileiros: Forró, Xote, Bossa, Samba e por ai vai. Dai comecei a pensar.... e se rolasse algo assim mas com rock? Tantas vertentes! Abaixo o preconceito, né? Mesmo não seguindo uma orientação, as músicas do meu 1º cd acabaram ganhando essa característica... Se você perceber você vai encontrar influência de várias vertentes... do rock.

          
Todas as letras são de sua autoria?

Sim. Letra, alma e melodia.


Você já integrou a banda Stigma, como isso agregou ao seu novo trabalho?

Bem, o Stigma durou 8 anos.... Eu era uma adolescente boba e sai uma adulta meio confusa e grávida. Em 8 anos cantando e cantando, ouvindo criticas, estudando o próprio canto e o de outras pessoas alguma coisa acho que aprendi. As pessoas dizem que amadureci no meu cantar. Que bom, né?


Nesses 15 anos de carreira, o que mudou? na sua opinião quais são as maiores dificuldades da cena autoral paraense?

Pergunta polêmica hehehe Olha, se em 1 noite muita coisa muda, imagina em 15 anos. Mudou tudo minha visão de mundo, o que influencia nas letras, melodias... em tudo. Não me fecho para mudanças... no segundo disco vocês vão perceber isso. Agora sobre a cena, falar sobre as dificuldades é falar sobre um contexto todo que envolve: Público mal acostumado, Classe musical com comportamento estranho e, claro, Infra-estrutura pífia para shows. Mas, sinceramente? Não considero isso DIFICULDADE, no sentido de serem obstáculos que tornem o troço impossível. Sei lá, sou muito da turma do Do It Yourself, não espero ninguém, vou lá e faço. Se o público que espero não comparece, busco parcerias e conheço outro público. Decidi não viver da música para não torna-la uma atividade chata. Música para mim é loucura e maravilha, é um estado astral muito doido e eu vou partilhando isso com quem quiser. Vendo as coisas por esta óptica, realmente as dificuldades ficam em segundo plano.

  

O que você tem ouvido ultimamente? quais as bandas recomenda para o blog?

Olha, banda que eu recomendo? Acho que o Baudelaires tá com um som muito legal, curto o show deles, gosto também das músicas do Aeroplano, eles são fantásticos. Of Monsters and Me é uma banda bacana para se ouvir almoçando no domingo. Ah, anota também a Cuca Roseta, uma fadista potuguesa nova, linda e mega talentosa. Ela compõe e interpreta de forma impecável.


Quais são os próximos planos?

Os mesmos do inicio do projeto: não ter planos. Mas há um projeto em andamento: o 2º disco.


EXTRA: Valeu, pessoal, pela força que vocês vêm dando aos artistas desta cidade. Os artigos carinhosos e cheios de amor que vocês postam ajudam muita gente. Beijos, Iza!

Links: https://soundcloud.com/izamusic
            https://www.facebook.com/sitedaiza?fref=ts

sábado, 2 de agosto de 2014

Strobo - Dupla lança clipe ''Minimal''



Duo de música eletrônica formada pelos músicos Arthur Kunz e Léo Chermont, O Strobo é a mistura de sons e experimentos mutantes onde ritmo e distorção sonora se encontram e se beijam.

Apoiada em diversos elementos testados pela dupla, Strobo faz de cada composição um objeto intencional de experimentos, manipulando nas batidas e pequenas transições sonoras a base para orienta toda a construção do cardápio de ruídos da banda. Confira o novo Videoclipe da dupla em Minimal via Vevo.




Info:http://www.bandastrobo.com/