sexta-feira, 21 de abril de 2017

Cora lança clipe com rolê de skate, praias paradisíacas e muita liberdade

Foto: Walter Thoms

Livre, leve e melódico, assim pode ser descrito o primeiro single das curitibanas do Cora, que já pode ser ouvido, sentido e apreciado no novo clipe de “Calandria”. A faixa é uma amostra do que está por vir no lançamento do EP “Não Vai ter Cora”, gravado em 2015 e previsto para finalmente ser revelado ao público em abril, em lançamento digital do selo Honey Bomb Records (Caxias do Sul-RS), unindo forças com PWR Records (Recife) e Coletivo Atlas (Curitiba).

“Calandria” é o passarinho que batizou a mais mântrica das tracks do primeiro EP da banda. “Otimista como quem voa por aí nos céus da América Latina, a Calandria é o equivalente hispânico do Sabiá e segue sempre com vontade e sem expectativas em direção a paisagens que tem como única condição ter ares de liberdade” explica Kaila Pelisser uma das fundadoras da banda.

Sobre o clipe elas complementam: “a gente curte skate e sempre pensou em fazer um clipe juntando música e os boards. Pra prestigiar e provar que tem mina mandando bem sim, entramos em contato com a Yndiara Asp, uma skatista profissional de Floripa que dispensa comentários nos quesitos dahorismo, habilidade técnica e fofura.”

Quem assina a direção do clipe é a produtora de vídeos Rasputines art, que além de fazer clipes de bandas também trabalha com skate e usou uma vx1000, câmera clássica dos vídeos de skateboard, chegando num resultado coeso e fluido: “sendo a calandria um pássaro e as colagens da intro e do final serem do Sea Organ em Zadar, na Croácia, a paisagem mental da música sempre pareceu um pássaro brisando na praia. Pensando nisso tudo, chamamos nossa passarinha pra voar no Édem Skate Park, que fica na Praia Brava de Balneário Camboriú”.






























Foto: Natália Alvarenga

Origem:
Desde 2013 a banda existe para de alguma forma, segundo as integrantes, “falar da darkzera que é a alma feminina em processo de descobrimento”. Já tendo experimentado diversas mudanças de formação, seus trabalhos de estúdio incluem duas demos lançadas em 2014 e o single “ADA” de 2015. Atualmente, em 2017, as fundadoras Kaíla Pelisser e Katherine Finn Zander (aka Katze) se consideram em um “relacionamento aberto” com músicos e amigos diversos que vêm e vão pela banda nos shows, muitas vezes organizados por elas mesmas, dentro das produções do Coletivo Atlas, um grande fomentador de cultura independente da capital paranaense.

Sobre o som:
Suas influências são permeadas por elementos do rock alternativo e do dream pop. Essa fusão cria um ambiente expansivo e harmônico com nuances psicodélicas e escuras, retiradas diretamente do interior da alma feminina em seu processo de descobrimento. “Uma banda de meninas sempre nos pareceu fazer sentido pela força das suas representações e das nossas referências como Warpaint, Grimes, Cat Power, Hole, Pixies entre tantas outras” revela o duo. O título do EP de estreia é irônico, um trocadilho com uma mensagem quase que rindo de si próprio, mas ao mesmo tempo nos traz a esperança de que sim, vai ter Cora.
Por enquanto, confira os títulos das demais músicas e aguarde o EP inteiro:

Tracklist de “Não Vai ter Cora” (2017)
1. Mystic Mirror
2. Center of the Self
3. Meerkat
4. Cactus
5. Calandria

My Magical Glowing Lens lança single inédito e anuncia primeiro álbum completo

Foto: Heitor Righetti

Uma odisseia contemporânea, uma viagem pelos confins do pop e do misticismo, uma jornada através do tempo e espaço. Esse é o single ''Sideral'', uma das primeiras composições feitas para ''Cosmos'', o primeiro álbum completo da banda capixaba My Magical Glowing Lens previsto para ser lançado em maio. “Ela traz pensamentos e sentimentos sobre a ligação entre mente e espaço sideral e sobre transformação e libertação do eu/ego mediante a ideia de infinito”, define Gabriela Deptulski, mentora da banda que tem na sua discografia um EP lançado no início de 2014.

As principais influências do álbum vão de Mutantes e Céu, a Flaming Lips e Melody's Echo Chamber. O álbum será lançado num show em Brasília, no dia 21 de maio.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Old Books Room lança clipe de "Bag Of Bones", single do novo EP "Where Do The Wild Dogs Live?"

























Guitarras furiosas, baixo pulsante, bateria pesada e um sintetizador atmosférico. É nas referências tão cool quanto poderosas dos anos 80, 90 e 2000 que a Old Books Room vai buscar inspiração pro seu indie rock cantado em inglês. Formada em Fortaleza no ano de 2011, a banda coleciona shows nos principais festivais da cidade e apresentações dentro e fora do estado.

A banda lançou o primeiro single do seu mais novo trabalho, o EP "Where Do The Wild Dogs Live?". A nova música se chama Bag Of Bones, e veio acompanhada de um videoclipe, quinto vídeo da banda.

O vídeo de "Bag Of Bones" foi gravado nas ruas do centro de Fortaleza, uma espécie de "lyric vídeo real", as edições ficaram a cargo da própria banda, bem no estilo DIY.




Lançamento | Blaxxxploitation é o novo EP do Giallos

Foto: Filipa Andreia
De norte industrial, este trabalho chega mais minimal e conciso, um breve discurso sobre correntes que ainda nos prendem a preconceitos. Chegar em 2017 só poderia soar apócrifo. O noise ainda é marcante nessas três faixas inéditas, mas é a hipnose sugerida pelos loops dos beats e samplers que garante nova linguagem ao EP. Isso porque estamos falando de uma banda que, em sua discografia (agora com 5 lançamentos), nunca se limitou a nada e é a real do experimentalismo, seja com os grooves de metais (característica do debut ¡CONTRA!) ou com ruído e silêncio, como neste novo trabalho.

Direto e reto, Blaxxxploitation é mais uma peça do manifesto antropofágico que Giallos está criando, comendo o Brasil falido pelas bordas, digerindo o que ele tem de mais indigesto para devolver, em forma de arte, o que cabe a todos nós no presente: atacar.

Blaxxxploitation está sendo lançado em fita K7 e em todas as plataformas de streaming, com download gratuito no Bandcamp. Giallos faz show de lançamento no dia 21 de abril, no Hotel Bar, em São Paulo.

Giallos é Claudio Cox (voz e cassiotone fuzz), Luiz Eduardo Galvão (guitarra) e Flavio Lazzarin (bateria e samplers).

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vinicius Mendes explora as sutilezas do íntimo em "Mercúrio"



Um artista, assim como o deus Mercúrio, manifesta diversas facetas: é poeta e mercante, mensageiro e inconstante. Vinícius Mendes, compositor de Taboão da Serra/SP, tomou a figura mítica de referência e fez "Mercúrio", seu segundo disco. Produzido por Lucas Silva (LVCASU) e com participação de Theuzitz, o disco é lançado em 11/04 pelo selo Pessoa que Voa (SP).

Vinícius descreve seu segundo trabalho como "um disco sobre a vulnerabilidade e a incerteza que emanam de qualquer processo criativo". Em suas composições, questiona o legado de sua música desde "Home is ______" (2016) e a glamourização da depressão. Suas letras, pela primeira vez escritas todas em português, demonstram uma maturidade crescente em relação ao seu primeiro disco.

Influenciado por artistas como Elliott Smith, Joanna Newsom e R.E.M, as oito faixas de "Mercúrio" são permeadas por uma sonoridade predominantemente acústica e crua e que busca as suas resoluções composicionais dentro de pequenas pausas, intervalos e intervenções pontuais de outros instrumentos e vozes.